Fumar na gravidez: riscos que o cigarro pode trazer para o bebê

Saiba quais são as consequências que acometem a criança durante os nove meses e também na fase da amamentação.

Por Luísa Massa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 ago 2017, 19h07 | Atualizado em 30 ago 2017, 12h09
Cigarro atrapalha a fertilidade
 (Thinkstock/Getty Images)
Continua após publicidade
Fumar na gravidez: riscos que o cigarro pode trazer para o bebê Priorizar nos meus resultados Google

A realidade é assustadora e mostra que 87% das mulheres que fumam não deixam o vício de lado quando engravidam. É o que indica uma pesquisa divulgada na revista científica inglesa Addiction, em 2015. Outro estudo reproduzido na mesma publicação mostrou que 76% das grávidas que abandonam o cigarro voltam a consumi-lo até seis meses depois da chegada do filho. O principal motivo mencionado pelas entrevistadas que retomaram o hábito foi o estresse da vida materna.

Esses dados são preocupantes e apontam que, infelizmente, nem sempre a saúde dos pequenos é levada em consideração. “O tabagismo é completamente contraindicado durante a gravidez, pois aumenta a chance de partos prematuros, dos bebês nascerem abaixo do peso, de ocorrer descolamento de placenta e, consequentemente, do óbito fetal”, destaca Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e obstetra e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime, de São Paulo.

Diferente do que algumas pessoas acreditam, diminuir a quantidade diária de cigarros não é uma alternativa porque, mesmo assim, as consequências são negativas. O médico acrescenta, ainda, outros perigos: fumar na gestação faz com que os vasos da placenta sejam contraídos, diminuindo o fluxo sanguíneo que o bebê recebe quando ainda está dentro do útero.

Mas e quando a mulher é fumante e descobre uma gravidez que não estava nos seus planos? “Ela deve parar imediatamente porque não existe número mínimo de cigarros que podem ser consumidos ao longo dos nove meses. O ideal é zero”, reforça o especialista. E aquelas que estão programando ter um bebê e são adeptas do vício devem abandoná-lo pelo menos de dois a três meses antes de engravidar, mas é claro que, o quanto antes ele for eliminado, melhor!

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjY4NywidGl0bGUiOiJFc3R1ZG8gbW9zdHJhIGVtIGltYWdlbnMgY29tbyBvIGNpZ2Fycm8gYWZldGEgbyBiZWImI3hFQTsgZHVyYW50ZSBhIGdyYXZpZGV6In1d[/abril-veja-tambem]

Continua após a publicidade

Fertilidade

A ressalta serve para os casais que querem engravidar: o tabagismo interfere – e muito – nessa questão, afetando tanto a saúde feminina quanto a masculina. “O hábito pode alterar no homem a produção e também aumentar a fragmentação do DNA dos espermatozoides, como se eles tivessem menos energia para fertilizar os óvulos. Além, claro, do maior risco de abortamento“, esclarece o obstetra.

E as mulheres que fumam também não estão ilesas, já que o hábito modifica a nutrição sanguínea do útero. “O cigarro diminui o tempo de vida reprodutiva – adiantando a menopausa em até cinco anos em relação aquelas que não fumam”, pontua o médico.

Amamentação

Os malefícios se estendem para a lactação, afinal, as substâncias tóxicas do cigarro – que são mais de 4,7 mil – são transmitidas para o bebê por meio do leite materno. Mas as mães que não amamentam também devem ficar atentas porque a fumaça é prejudicial para os baixinhos e aumenta a incidência de problemas respiratórios.

Continua após a publicidade

Vale lembrar que filhos de pais tabagistas também apresentam mais chances de desenvolver a dependência no futuro. “Isso porque os receptores cerebrais são modificados e a pessoa tem maior predisposição ao vício. Também tem o lado comportamental, que influencia muito”, explica o ginecologista e obstetra da capital paulista.

[abril-veja-tambem]W3sidGl0bGUiOiJDb21vIHBhcmFyIGRlIGZ1bWFyIiwibGluayI6Imh0dHBzOi8vc3VwZXIuYWJyaWwuY29tLmJyL3NhdWRlL2NvbW8tcGFyYXItZGUtZnVtYXIvIiwiaGVhZGluZyI6IiIsImhlYWRpbmctbGluayI6IiJ9XQ==[/abril-veja-tambem]

Como parar?

Hoje, grande parte da população têm consciência dos efeitos negativos do fumo. Apesar disso, não é nada fácil abandonar o costume, mas o importante é buscar ajuda. “Sabemos que o cigarro tem uma dependência química que dura em torno de 2 a 3 semanas. Depois desse período, é só a dependência psicológica, que é a fase mais difícil para quem está habituado em fumar em determinadas situações porque, quando as vivencia de novo, terá vontade de retomar. Para ter esse controle, vale buscar ajuda médica e psicológica específica. Aquela pessoa que realmente quiser parar, com auxílio especializado, terá uma grande chance de sucesso”, afirma o médico.

Continua após a publicidade

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjEzLCJ0aXRsZSI6Ik5vdmFzIGRlc2NvYmVydGFzIHNvYnJlIG9zIHByZWp1JiN4RUQ7em9zIHF1ZSBhIGV4cG9zaSYjeEU3OyYjeEUzO28gcHJlY29jZSBhbyBjaWdhcnJvIGNhdXNhICYjeEUwO3MgY3JpYW4mI3hFNzthcyJ9LHsiaWQiOjE5NTEsInRpdGxlIjoiT3MgbWFsZWYmI3hFRDtjaW9zIGRvIGNpZ2Fycm8gbmEgZ3JhdmlkZXoifSx7ImlkIjoxNTUwMiwidGl0bGUiOiI5MCUgZGFzIG11bGhlcmVzIHF1ZSBwYXJhbSBkZSBmdW1hciBuYSBncmF2aWRleiByZXRvbWFtIG8gaCYjeEUxO2JpdG8gdW0gYW5vIGFwJiN4RjM7cyBvIHBhcnRvLCBkaXogcGVzcXVpc2EifSx7ImlkIjoxMjMxLCJ0aXRsZSI6IjggY3VpZGFkb3MgcXVlIGFqdWRhbSBuYSBwcmV2ZW4mI3hFNzsmI3hFMztvIGRlIHVtIHBhcnRvIHByZW1hdHVybyJ9LHsiaWQiOjU0NjAxLCJ0aXRsZSI6IkVzdHJlc3NlIG5hIGdyYXZpZGV6IGRvYnJhIHJpc2NvIGRlIG1hdSBjb21wb3J0YW1lbnRvIG5hIGluZiYjeEUyO25jaWEifV0=[/abril-veja-tambem]

 

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

oferta