Até quando é seguro dirigir durante a gravidez?

Não existe uma regra, mas é importante saber quais são os cuidados essenciais na direção e quando é a hora de parar.

Você sempre adorou dirigir, mas agora com a gestação mais avançada está começando a se perguntar se já chegou a hora de deixar o volante? Saiba que esse é um questionamento comum e que a resposta não é nada óbvia. Isso porque o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) não estabelece uma regra sobre até quando as futuras mamães podem conduzir um automóvel. “Até 1997, o antigo Código Nacional de Trânsito estipulava o limite da permissividade aos cinco meses de gestação, mas atualmente não há qualquer restrição”, diz o ginecologista Anderson Nascimento, do Hospital São Luiz, em São Paulo.

As opiniões médicas variam bastante em relação a esse assunto, mas, em geral, permite-se dirigir até meados de sete a oito meses. “Depois desse período, os riscos crescem consideravelmente devido ao grande aumento do volume uterino”, explica Nascimento. E se você é aquela motorista que não quer abrir mão da direção, é bom lembrar que esses riscos podem ser sérios e não estão relacionados apenas aos acidentes. “Um trauma direto do abdômen com o volante e uma freada muito brusca, por exemplo, podem levar ao descolamento prematuro da placenta e até mesmo uma rotura uterina [rompimento das paredes do útero]“, alerta o especialista.

E tem mais: aquele mal-estar tão característico da gravidez também pode colocar mãe e bebê em perigo, já que as tonturas e vômitos impedem que haja um controle adequado do carro. “Além disso, as gestantes que sofrem com esses problemas costumam usar medicamentos que potencializam o sono”, lembra Anderson Nascimento, que acrescenta: “ainda há a falta de atenção ocasionada pela gestação e até a movimentação fetal, que podem levar a grávida a perder o foco devido na direção”. 

Cuidados básicos

Mesmo que o momento de dar um “até breve” ao banco do motorista ainda não tenha chegado para você, é importante tomar alguns cuidados essenciais para se manter segura – além daquelas regras básicas de trânsito que todo mundo deve respeitar. “É preciso manter uma distância adequada entre o abdômem e o volante, portanto, deve-se posicionar o assento mais para trás”, orienta o médico do São Luiz. Quanto ao cinto de segurança, a recomendação é que ele passe pelo ombro, pelo meio das mamas e pela lateral do abdômem, com a faixa inferior o mais baixo possível, próximo à raiz das coxas. Outra dica importante é que se evite pegar a estrada e enfrentar longas distâncias, ainda mais quando a gestante sofre muito com o inchaço dos membros inferiores. Se a viagem for inevitável, faça paradas para esticar as pernas, caminhar um pouco e se hidratar. 

E ainda que você siga todas as orientações, é importante ponderar com o seu obstetra quando é a hora de parar. Mas fica o alerta: só saia de carro se estiver se sentindo realmente disposta, tenha sempre os números de emergência à mão e, caso sinta algum desconforto enquanto dirige, estacione em um lugar seguro e chame um táxi ou alguém que possa te levar ao hospital. Pode parecer um exagero, mas nada é mais importante nesse momento do que garantir a sua segurança e a do seu pequeno.

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