Afinal, nascem mais meninos ou meninas no Brasil?

Dados do IBGE mostram que mães brasileiras dão à luz mais bebês do sexo masculino do que feminino, sabia? Mas a porcentagem da diferença é pequena!

Por Alice Arnoldi 10 mar 2021, 17h01 | Atualizado em 10 mar 2021, 17h12
Gestação múltipla: Informações cruciais para futuros pais de gêmeos
Gestação múltipla: Informações cruciais para futuros pais de gêmeos (kate_sept2004/Getty Images)
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Descobrir uma gestação desejada ou saber que uma amiga próxima está esperando um bebê são momentos preciosos, de renovação de esperança, e que desencadeiam uma série de expectativas, como descobrir o sexo do pequeno que está a caminho.

Só que até o intervalo entre a 16ª e 20ª semana de gravidez, quando é possível fazer o ultrassom para saber o fio condutor que levará à escolha do nome do pequeno, montagem do enxoval e até mesmo à decoração do quartinho, você sabia que existe uma probabilidade maior de que seja um menino? Isso porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que nascem mais bebês do sexo masculino do que feminino há 17 anos.

É o que evidencia o último levantamento referente aos nascidos em 2019, com a atualização realizada em 09 de dezembro de 2020. De acordo com o IBGE, 2.812.030 crianças chegaram ao mundo no ano anterior ao da pandemia e, dentre elas, 1.438.275 eram meninos enquanto que 1.373.485 eram meninas. Isso significa que a porcentagem do sexo masculino marcava 51% do total do público infantil recém-nascido.

Essa mesma proporção é observada em relação a 2018 quando 2.899.851 crianças nasceram. Entre elas, 1.485.210 pertenciam ao sexo masculino e 1.414.353 ao feminino. E assim o cenário tem sido mantido desde 2003, quando o primeiro levantamento de nascimentos brasileiros foi realizado. Na época, chegavam ao mundo 2.822.462 bebês: 1.445.825 meninos e 1.376.039 meninas.

Existe uma explicação para isso? 

Como muitos assuntos que rondam a maternidade, a diferença entre o número de bebês de cada sexo traz diversas teorias. A primeira delas é que seria uma questão de equilíbrio natural, já que a taxa de mortalidade masculina é maior do que a feminina e, assim, os números se igualariam em um futuro próximo.

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Já a segunda especulação está ligada à genética. Ao citar a diferença entre o sexo dos pequenos, sempre volta à tona o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Fresh Pond, com a contribuição de pesquisadores das universidades de Oxford e Harvard.

Nele foram analisados 140 milhões de embriões criados em clínicas de fertilidade, 30 milhões de nascimentos e abortos (tanto espontâneos quanto induzidos) e 900 mil amostras de exames relacionados a gravidezes. A conclusão encontrada pelos pesquisadores é que a tendência de mortalidade fetal feminina é maior do que a masculina, mas ainda não se sabe o porquê.

Por fim, a terceira justificativa está relacionada ao momento em que a gestação foi concebida. Há cientistas que acreditam que quando a relação sexual acontece bem antes da ovulação, as chances são maiores de que seja uma menina, pois presumi-se que o cromossomo “X” tem capacidade de sobreviver por mais tempo do que o “Y”, formando um embrião “XX”.

Já se a relação sexual acontecer próxima ao período que a mulher está ovulando, ou logo após, a tendência é que o feto fecundado seja um menino, pois acredita-se que o meio está mais suscetível para o cromossomo “Y” e ele consegue alcançar com mais agilidade o óvulo.

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