“Turma da Mônica: Lições” traz reflexão sobre acolher emoções das crianças

Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão voltam às telonas com uma história emocionante sobre amizade e com um alerta para os pais: escutem mais seus filhos!

Por Alice Arnoldi Atualizado em 4 jan 2022, 18h39 - Publicado em 4 jan 2022, 18h32

Para a felicidade de pais e filhos, que juntos se divertem (e se identificam) com a garotada mais famosa do bairro do Limoeiro, o live-actionTurma da Mônica: Lições” estreou nas telonas no dia 30 de dezembro. Nesta nova trama, a emoção volta ainda mais forte ao sermos convidados a repensar sobre o valor da amizade e o difícil processo de amadurecer com Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo), Cascão (Gabriel Moreira) e Cebolinha (Kevin Vechiatto), que passam a frequentar escolas diferentes após a decisão dos pais. 

“É um filme sobre separação, e todos nós fomos separados durante a pandemia. Estamos loucos para voltar para o cinema (ainda não dá para fazer isso sem máscara), mas seguramos o filme por um ano para que seja uma experiência coletiva, em que é preciso chorar, rir e se emocionar juntos, dentro das salas“, contou o diretor Daniel Rezende na coletiva de imprensa do filme. 

E se a narrativa por si só já deixa os olhos marejados, ela fica ainda mais especial com o aparecimento de personagens marcantes nos gibis de Maurício de Souza, mas que ainda não tinham ganhado vida no primeiro longa da trilogia – que, caso seja confirmada e siga com a sequência como no gibi, se encerra no próximo capítulo, “Lembranças”.

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Um dos destaques deste longa de agora é a Tina, interpretada por Isabelle Drummond, quem ajuda Mônica a entender que amizade é feita para somar, especialmente ao longo do nosso crescimento emocional.

Pais, vamos refletir?

Os questionamentos trazidos pela história são tanto um convite para as crianças quanto para os adultos. Os pequenos ficam vidrados querendo saber se os quatro amigos vão mesmo se separar, e se o Sansão será aposentado pela dona do bairro como mostra o trailer, em uma forma de concretizar para quem está ao seu redor que ela cresceu.

Já para os pais, é preciso mergulhar para além da narrativa para conseguir entender a mensagem que o filme propõe. Com o conflito das personagens Dona Luísa (Mônica Iozzi) e Dona Cebola (Fafá Rennó), que pensam estar fazendo o melhor ao afastarem Mônica e Cebolinha, o longa questiona: as emoções dos pequenos estão sendo ouvidas e acolhidas com atenção ou os pais estão apenas impondo seus desejos e expectativas sob os filhos?

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Mesmo brigando feito cão e gato com os meninos da turminha, a tristeza começa a fazer morada na rotina da (agora) pré-adolescente Mônica, que enfrenta dificuldades para se adaptar ao novo colégio e passa a acreditar que crescer é um processo em que inevitavelmente se perde os amigos.

Já Cebolinha, que vai ao fonoaudiólogo em seu tempo livre, também não consegue disfarçar a falta que sente da sua “inimiga plefelida”, mesmo que a saída dela signifique que ele finalmente se tornou o dono da rua. Afinal, o que é conquistar este posto se não há com quem dividi-lo? 

Neste momento, os pais até tentam fazer com o que grupo ocupe seu tempo com atividades extras para lidar com particularidades que podem vir a ser desafios durante a adolescência – como a natação para o Cascão e aulas de culinária para Magali, que passa a enxergar a comida como uma maneira de suprir a falta que sente de sua melhor amiga.

No entanto, o que os amigos mostram ao longo da história é que eles não precisam só encontrar maneiras de ocuparem o dia, mas terem um espaço seguro em que possam demonstrar suas inseguranças, com diálogos honestos com os pais e a liberdade de escolherem com quem irão interagir. Afinal, são nestas relações que os pequenos se depararão com novos sentimentos, conseguirão nomeá-los e passarão a regular suas próprias emoções.

No Instagram oficial do filme, há cinco lições da turminha para pais e filhos levarem para 2022. A principal, que também ronda a mensagem central da trama, é um lembrete importante: “É possível crescer sem deixar de ser criança.

Então, família, prepare o lencinho porque a história está emocionante e mexe com o coração nostálgico dos pais que, afinal, também cresceram junto com a turminha dos gibis.

Ah, e quando o filme acabar, fica a dica: permaneça mais um tempo na sala de cinema para uma surpresinha pós-créditos, viu?

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