Tainá Müller sobre filho prematuro: “Não podia pegá-lo no colo”

"Guardei os óculos que ele usou e coloquei no livrinho de bebê para contar que ele já foi corajoso desde o primeiro momento de vida", comentou a atriz.

Martin, o primeiro filho de Tainá Müller, hoje com 1 ano e 6 meses, nasceu no oitavo mês de gestação e ficou três dias internado. Na UTI Neonatal, a atriz e o marido, diretor Henrique Sauer, tiveram a oportunidade de conhecer outras famílias de prematuros.

Na última sexta-feira, 17, a artista concedeu uma entrevista exclusiva ao Bebê.com.br no evento da Pampers, em São Paulo, realizado para apresentar a primeira linha de fraldas feitas exclusivamente para os pequenos que chegaram ao mundo antes do previsto. Confira o bate-papo:

Você teve uma gestação saudável e tudo correu bem. Como foi encarar o susto de entrar em trabalho de parto prematuramente?

Tainá Müller (T.M.): Eu tinha feito exame de ultrassom um dia antes e o médico falou que tudo estava absolutamente certo. Eu acho que muitas vezes a prematuridade não tem uma causa específica e esse foi o meu caso. Por isso, acredito que o resguardo na gravidez, mesmo quando está tudo bem, é importante – cuidar muito, [fazer] caminhadas longas, [praticar] exercícios físicos. Esse é um período delicado e o ser humano tem a ilusão de que controla a natureza, mas a gente não controla nada. A natureza age por si só. Então para mim foi um susto, mas graças a Deus tudo aconteceu melhor do que eu esperava. O meu filho chegou bem e considero o nascimento dele milagroso. Martin acabou indo para a UTI por conta de uma icterícia, mas foi pouco tempo. Hoje é uma criança saudável e esperta.

Você disse que o seu filho nasceu bem, mas como foi receber a notícia de que ele teria que ir para a UTI Neonatal? 

(T.M.): Eu e o meu marido choramos na hora. Mas quando chegamos na UTI e vimos que a situação do nosso filho nem se comparava aos casos das outras mães que estavam lá há meses, ficamos muito solidários e entendemos que, na verdade, tínhamos que agradecer porque ele estava muito bem.

As mães e as outras famílias de prematuros da UTI serviram como uma rede de apoio?

(T.M.): Sim. Isso foi muito bom porque eu estava experimentando os meus primeiros dias como mãe. E esse sentimento de uma mãe de UTI, que tem que ficar lá, às vezes com ponto, com a barriga cicatrizando por causa da cesárea para tentar amamentar um filho que tem dificuldade de mamar, é uma abnegação, uma entrega. Eu tive um contato com isso e pensei: ‘entendi porque falam que é o maior amor do mundo’.

O Martin foi amamentado nesse período?

(T.M.): Sim. Eu ia encontrá-lo de 3 em 3 horas para amamentar e segui até 1 ano e 3 meses.

Como você pretende contar para o seu filho a história dele?

(T.M.): Eu tenho os óculos que ele usou [na UTI] porque ficava tomando luz. Foram três dias, mas foi para mim foi muito difícil porque eu não podia pegá-lo no colo. Só tinha permissão para fazer isso no momento em que eu amamentava e depois tinha que devolvê-lo para a incubadora. Então, naquela primeira semana, eu fiquei 3 dias o olhando na incubadora, guardei os óculos que ele usou e coloquei no livrinho de bebê para contar que ele já foi corajoso desde o primeiro momento de vida.

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