Mãe faz ensaio emocionante para comemorar aniversário do filho que faleceu

A mãe norte-americana teve a ideia das fotos depois de perder seu filho de oito meses para a Síndrome da Morte Súbita Infantil. O resultado é emocionante!

Desde 2002, todo 15 de outubro vem acompanhado de um sentimento especial – e não só pela celebração aos professores. A data é marcada pelo Dia Internacional de Sensibilização à Perda Gestacional e do Infante, movimento que busca dar visibilidade e suporte às mães cujos filhos faleceram ainda na gestação ou logo após o nascimento.

Uma das iniciativas recentes de conscientização partiu da norte-americana Kyrstyn Johnson. Depois de perder o pequeno de oito meses para a Síndrome da Morte Súbita Infantil, a mulher decidiu fazer um ensaio fotográfico comemorando o aniversário de um ano de seu “bebê anjo”. O resultado não poderia ser outro: as fotos ficaram emocionantes.

O registro foi compartilhado pela própria mãe na plataforma Love What Matters, que reúne depoimentos emocionantes e, segundo o próprio site define, “existe para celebrar o amor, bondade e compaixão que as pessoas representam – além de nos lembrar de que essas coisas não acontecem por acidente, são uma escolha diária.”

Confira a história completa!

A mulher de 21 anos, da cidade de Boise, em Idaho, já tinha duas filhas gêmeas – Violet Ann and Lilah Nicole – antes de dar à luz ao menino. Em agosto de 2017, depois de quase 16 horas de trabalho de parto, Mayson Michael veio ao mundo. 

 (Lil' Lemon Photography/Divulgação)

“Desde o momento em que ele nasceu, Mayson tinha uma luz brilhante e um grande sorriso no rosto o tempo todo. Ele amava a vida e aprender a fazer coisas novas. Ele amava seguir suas irmãs pela casa e ver o que estavam fazendo. Ele sempre queria ser parte do que estava acontecendo ao seu redor porque ele amava muito isso”, disse a mãe.

Porém, quatro dias antes do menino completar oito meses de idade, Kyrstyn viveu o pesadelo de todo e qualquer pai. Ela recebeu uma ligação dizendo que Mayson não estava respirando. O menino foi vítima da Síndrome da Morte Súbita Infantil.

“(SMSI) não discrimina e, mesmo aos quase oito meses de idade, a Síndrome levou minha criança, ainda não sabemos o por que e não entendemos como ele pôde apenas morrer”, Johnson escreveu. “No dia 16 de abril de 2018, eu me tornei uma pessoa que não esperava que seria, uma mãe enlutada. Naquele dia, eu me tornei parte de um clube que ninguém nunca gostaria de participar. Eu fui forçada a virar a mãe de uma criança que foi levada pela SMSI”.

 (Lil' Lemon Photography/Reprodução)

A mãe conta que o período que seguiu o falecimento de Mayson foi um verdadeiro “borrão”. “Nesses últimos 5 meses, eu vivi em choque e desespero; estou sendo completamente honesta aqui. Minha saúde mental foi abalada fortemente, e cheguei a ser hospitalizada porque não conseguia mais lidar com isso, me sentia insegura e queria ficar saudável para minhas filhas. Eu tive que tomar medicamentos para sair da cama alguns dias e tirar uma licença no trabalho”, declarou.

“Os estágios do luto não vêm de um modo específico, eles alternam o tempo todo. Alguns dias eu estou com raiva, outros deprimida. Às vezes estou apta para seguir em frente e aceitar que preciso aprender a viver de novo em vez de ficar congelada em um luto enquanto o tempo avança. Eu não tentarei dizer que estou lidando bem com isso, mas não tive escolha”, acrescentou.

 (Lil' Lemon Photography/Divulgação)

Certo dia, a mãe começou a imaginar como seria se o filho tivesse comemorado seu primeiro ano de vida. E então a ideia do ensaio fotográfico surgiu. “Eu decidi que Mayson ainda teria seu aniversário. Depois de entrar em contato e ser rejeitada por vários fotógrafos, enviei uma mensagem para Megan Nutter, do ‘Lil’Lemon Photography‘, perguntando se ela estaria disposta a preparar um primeiro aniversário para o ensaio fotográfico de um ‘bebê anjo’. Ela ficou super feliz em fazer.”

O impacto foi positivo não apenas para Kyrstyn, como para mães que já passaram por algo parecido. “Depois de ver essas fotos eu percebi que talvez, apenas talvez, eu posso usar a minha experiência, para conscientizar e acabar com o estigma da perda gestacional e do infante. Para mostrar a outros parentes enlutados que eles não estão sozinhos. Todos dizem que sentem muito e estão lá para você, mas o tempo passa rápido e essas pessoas seguem em frente. Então você se sente paralisado e sozinho, muito sozinho”, disse ela.

“Eu comecei a ganhar controle sobre uma situação que eu não tinha. Nós vamos sempre celebrar seu aniversário e sua vida. Seu nome e sorriso nunca serão esquecidos, e isso está em MEU controle”, postou a mãe.

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