“Como foi dar à luz na virada do ano”

Conheça a história de Katiara Carvalho, surpreendida pela chegada do seu pequeno na madrugada do primeiro dia de 2016.

Por Carla Leonardi (colaboradora) 30 dez 2016, 09h10

Esperar pela chegada do bebê é sempre um momento de ansiedade, mas quando o trabalho de parto é acompanhado pela queima de fogos que anuncia a chegada do Ano Novo, então, tudo fica ainda mais especial! Confira o depoimento da contadora Katiara Carvalho Mattos, que viveu essa experiência aos 25 anos de idade e, agora, compartilha as emoções que sentiu.

“Como a maioria das mulheres, sempre tive o sonho de ser mãe e de constituir uma família. Mas como sabia que por trás desse sonho existia grandes responsabilidades, queria que fosse realizado no melhor momento, em que eu e meu esposo estivéssemos preparados e amadurecidos psicologicamente para criar nosso filho.

Após quatro anos de união com meu marido, Bruno Henrique Mattos, decidimos que estava na hora de aumentar nossa família e, aos 25 anos, engravidei do nosso primogênito. Foi uma gestação tranquila, saudável e muito desejada por nós. Desde o primeiro teste positivo, eu amei meu filho incondicionalmente.

Tudo se encaminhava bem, o bebê estava supersaudável e eu também, mas, apesar de tudo estar certo, eu tinha um receio do parto normal. Talvez por medo, insegurança ou falta de conhecimento, mesmo depois de conversas e esclarecimentos com minha médica eu havia optado pela cesariana, pois eu acreditava que o parto programado seria mais tranquilo. Então ficou tudo marcado para a primeira semana de janeiro de 2016.

Entramos em dezembro e a ansiedade foi ficando mais forte, tentava ficar tranquila o máximo possível, para que quando chegasse o momento eu estivesse bem, mas a vontade de ver o rostinho do meu filho era cada vez maior. Quando chegou a última semana de dezembro, eu já sentia algo diferente, um pressentimento, uma sensação boa de que a espera para ver meu filho estava acabando, que logo eu poderia abraçá-lo e sentir seu cheirinho.

Foi uma semana de muita espera, o papai dizia todo dia: ‘Vem logo, meu filho, papai está ansioso’, mas eu queria que nosso bebê esperasse até o inicio da primeira semana de 2016, pois a médica com quem eu fiz o pré-natal e iria me acompanhar no parto estava viajando e só retornaria no dia 4 de janeiro. Mas, por mais que desejamos as coisas planejadas, nem sempre é tudo da forma que queremos. Tudo vem no tempo certo, no tempo de Deus e esse é o melhor tempo, pois ele nos surpreende com coisas maravilhosas.

Continua após a publicidade

Katiara Carvalho

No dia 31 de dezembro, eu e meu esposo estávamos tranquilos, pois não planejávamos sair para comemorar o Ano Novo, íamos passar em casa, até mesmo para não agitar o bebê. ÀS 17h30, comecei a sentir minhas primeiras contrações. Num primeiro momento, não imaginei que estivesse em trabalho de parto, achei que fosse apenas um desconforto ou cansaço, mas após duas horas entrei em contato com minha médica e relatei o que estava acontecendo. Foi quando os intervalos das contrações foram ficando mais curtos, então decidimos arrumar as coisas e ir para o hospital.

Chegamos na maternidade às 22h30, passei pela avaliação e a médica informou que eu estava com 5 cm de dilatação, portanto teria que ficar no hospital pois o bebê iria nascer. Naquele momento vieram várias emoções, era um misto de felicidade, gratidão, alegria e ansiedade. Finalmente, nossa espera estava chegando ao fim e iríamos poder abraçar e beijar nosso filho.

Eu e meu esposo, que foi maravilhoso comigo e ficou o tempo todo ao meu lado, fomos para a sala de parto. Naquele momento, senti um pouco de medo, mas pedi a Deus para me abençoar e me dar forças para trazer meu filho ao mundo. Após 40 minutos, a dilação já estava em 9 cm e foi quando os médicos romperam a bolsa. Eu sabia que a partir daquele momento só dependia de mim e do meu filho para a chegada dele, nós precisávamos estar em sincronia um com o outro para que tudo desse certo.

À meia-noite começamos a ouvir os fogos, a ansiedade aumentava a cada segundo, mas não éramos só eu e meu marido que estávamos ansiosos. Os médicos e enfermeiros também estavam! Todos diziam: ‘Vai ser o primeiro bebê do ano’. Fiquei feliz naquele momento, mas de certa forma aqueles comentários e aquela movimentação me deixaram nervosa.

Mas eu tinha um anjo ao meu lado, meu esposo que ficou comigo em todos os momentos me deu forças quando eu mais precisei. Então, à 1h06 da manhã, nosso tão esperado e amado filho nasceu. Foi o momento mais lindo e gratificante da minha vida! Quando vi aquele rostinho lindo meu coração se acalmou. Naquele momento eu renasci com ele, vi que ele estava bem e que tudo tinha dado certo. Não foi como eu esperava – foi melhor!

Só tinha a agradecer a Deus, nosso filho Antony Eduardo chegou junto com um novo ano, tudo era novo. Nascia também uma mãe e um pai. Eu estava realizada com minha família. E as emoções não pararam por aí, pois assim que amanheceu chegou a notícia de que havia vários repórteres querendo fazer a entrevista sobre o primeiro bebê do ano. Foi tudo muito intenso, não sabia o que pensar direito, pois a minha preocupação naquele momento era apenas meu filho. Não queria pensar em outra coisa que não fosse ele, mas eu e meu marido decidimos participar, afinal, por que não? Vai ser uma recordação para nosso filho, quando ele crescer vamos ter história para contar e, melhor que isso, ele mesmo poderá ler tudo sobre seu nascimento e verá o quanto foi desejado e amado por nós. Ele é nossa vida, tudo que fazemos é para vê-lo feliz”.

Continua após a publicidade
Publicidade