10 cuidados básicos para manter o seu filho seguro nos blocos de Carnaval

Fazer uma pulseira de identificação, ensinar o telefone dos pais, marcar um local de encontro... Veja como manter o pequeno seguro nessa época do ano!

Fevereiro chegou e a época de muito brilho, diversão e festas para todos os lados está entre nós. Vocês sabem bem o nome desse período, né? Carnaval! Quem também costuma gostar de uma boa folia é a criançada e para que elas participem de um jeito saudável do momento, alguns cuidados para a segurança delas são essenciais.

Para entender melhor quais são eles, conversamos com a Fabiana Lopes Gribl do Carmo, pediatra da DaVita Serviços Médicos, e com a Thatiane Mahet, médica pediatra especialista em alergia, imunologia e nutrição infantil, e elas separaram dez cuidados que não podem passar desapercebidos pelos pais para que os filhos fiquem seguros. 

Confira:

1. Escolha um lugar familiar

Ainda que explorar locais diferentes seja ótimo tanto para os adultos quanto para as crianças, o Carnaval é uma época extremamente movimentada. Por isso, o conselho de Fabiana é escolher um espaço familiar para que seja mais fácil manter os pequenos por perto. Se for uma festinha no clube que vocês costumam frequentar, ótimo. Se for os bloquinhos de rua, que já foram no ano passado, ótimo também.

Thatiane ainda indica usar a internet a seu favor. Usufrua dos aplicativos de localização, como o Google Maps, para procurar com detalhes onde acontecerá a festa. Isso ajuda a ter dimensão de quais estabelecimentos estarão disponíveis para uma situação de emergência, saber quais ruas movimentadas precisarão de atenção redobrada com os baixinhos e, até mesmo, se há algum local com água que pode ser de risco.

2. Faça uma pulseira de identificação

Com a grande quantidade de pessoas nos locais onde se comemora o Carnaval, é imprescindível que as crianças usem pulseiras de identificação. Tanto Fabiana quanto Thatiane indicam que nelas tenham informações como nome da criança, dos pais e telefones para contato. Thatiane ainda aconselha o número de alguém que não esteja na folia, pois pode haver perda de sinal no local e uma pessoa distante (mas conhecida) pode ajudar.

Caso a criança mostre resistência em usar a pulseira, uma saída pode ser colocar um pedaço de papel com as informações que estariam na etiqueta em um bolso interno da roupa do pequeno.

View this post on Instagram

#dicademae válido para todos os passeios mas principalmente para o verão+praia O número de crianças perdidas nas praias é alarmante! Aqui em casa vivenciamos isso pois o marido que é guarda vidas muitas (e muitas) vezes é quem busca ajuda para uma criança totalmente perdida e desesperada. Izie é muito pequena e não sai do nosso lado (claro) mas já nos preocupamos com identifica-la em QQ tipo de passeio. Mesmo sabendo de que somos responsáveis tb temos a noção do perigo que é piscar, eles simplesmente somem, acredite! Então minha dica é a pulseira de identificação da @grudadoemvoce Nela você pode escrever o que quiser e escolher a cor/estampa. Ela é reutilizável e vem com ajuste. Eu não faço propaganda, eu indico o que funciona pra mim. Lá no site deles tem várias coisas legais que estão na minha lista de compras rs eu já fiz tb a régua de crescimento que é uma fofura! Mais pra frente posto aqui 😊 . . . . #blogdemae #maedeprimeiraviagem #dica #ficadica #grudadoemvoce #pulseiraidentificacao #maes #pais #verao #riodejaneiro #praia #passeios #viagens #criancas #segurancainfantil

A post shared by Thainá Muger Finamore (@tmugerfinamore) on

3. Ensine o número de telefone

Ainda sobre a importância de identificar a criança caso ela se perca, as pediatras aconselham que os números de contato dos pais sejam ensinados para as mais velhas – especialmente a partir dos quatro anos.

Portanto, antes de sair de casa, peça para o pequeno repetir algumas vezes a sequência de números e vá retomando-a até chegar ao local da diversão.

4. Fotografe a criança antes de sair

Segundo Fabiana, essa tática é importante para que, caso ele se perca, você consiga mostrar uma foto fiel de como seu filho está no momento e talvez localizá-lo com mais facilidade.

Por isso, mesmo fantasiado, lembre-se de tirar vários cliques em casa para que o rosto possa ser visualizado com clareza. Com e sem máscara, com o cabelo preso, solto, com várias expressões…

 (Stígur Már Karlsson /Heimsmyndir/Getty Images)

5. Marque um local de encontro

Também para os mais velhos, pois eles têm mais noção de espaço, uma estratégia de segurança é marcar um local de encontro para caso vocês se percam um do outro.

Quando estiverem chegando para a folia, sinalizem ou um portão colorido, uma praça, ou o que quer que chame a atenção da criança e diga: “caso você se veja sem a mamãe e/ou o papai, venha até aqui, pois iremos encontrá-lo!”. É um jeito importante de alertá-lo, mas sem assustá-lo ao ponto de fazer com que ele não queira mais aproveitar a festa.

6. Não se esqueça do protetor solar e do repelente

Segurança também está ligada ao bem-estar físico do pequeno e, por isso, não dá para deixar o protetor solar e o repelente de lado. Fabiana começa alertando que o mundo ideal para a pele dos pequenos é o sol que vai até às dez da manhã e o depois das 16h.

Só que, independente do intervalo de contato com o sol, a pediatra indica protetores com filtro solar alto e de preferência específicos para crianças. Ela também enfatiza que o produto deve ser repassado depois que o pequeno ficar de duas a três horas exposto ao calor e for continuar ali.

Além do sol intenso, quem gosta de dar as caras no verão são os pernilongos e para proteger os pequenos deles é preciso recorrer aos repelentes. Mais uma vez, Fabiana ressalta a prioridade por produtos específicos para crianças e a reposição da camada de proteção depois de um tempo de exposição.

Nos dias chuvosos, o indicado é que o passeio seja cancelado ou trocado por um local coberto, pois as chances de conseguir proteger a criança completamente da chuva são baixas. Entretanto, se a festa estiver rolando e os pingos de verão começarem, Thatiane orienta os pais a apostarem nas capas em vez de guarda-chuvas e, ao chegar em casa, trocarem as roupas molhadas rapidamente para evitar qualquer resfriado.

7. Leve comida e bebida de casa

Não tem como os pais terem controle sobre a procedência de bebidas e comidas nos locais em que acontecem as festinhas de Carnaval, por isso, as pediatras aconselham levar os itens de casa. “O lanche deve incluir uma bebida para hidratação, como água ou água de coco. Você também pode levar um lanchinho, uma fruta, alguma coisa da rotina da criança para que, em algum momento que ela tiver fome ou estiver no horário de se alimentar, você terá algo para oferecer”, pontua Fabiana.

Thatiane complementa a pediatra com outras opções de alimentos para colocar na lancheira do baixinho, como barras de cereais, biscoitos naturais, tomates e milho. Além disso, ela destaca a importância de insistir que a criança esteja constantemente ingerindo algum tipo de líquido, pois até mesmo a sede já é um indicativo de desidratação leve.

Para o armazenamento das comidas, as duas indicam lancheiras e mochilas que tenham proteção térmica para que os alimentos não estraguem e estejam com a textura atraente e o gosto saboroso quando as crianças pedirem por eles.

8. Tenha sempre um álcool em gel na bolsa

Especialmente para os bloquinhos que não têm lugares separados para a alimentação das crianças, Fabiana pontua que é essencial ter sempre um álcool em gel na bolsa para o momento do lanche. A ideia é trazer o pequeno para um canto mais calmo, limpar as suas mãos com o produto, deixá-lo comer e, pronto, livre, leve e solto para voltar para a farra. Afinal, Carnaval é só uma vez por ano, né?

9. Opte por fantasias mais leves

O ditado de menos é mais é a solução para a escolha das fantasias. Elas podem ser fofas, especiais e como os pequenos preferirem, mas cabe aos pais filtrarem as opções que trazem isso, mas são frescas e acomodam melhor o corpinho da criança. Isso porque o ideal é que elas fiquem o mais confortável possível na hora de brincar, além de não sofrerem com nenhum tipo de alergia – o que pode ser causado por alguns tipos de tecidos, tintas e acessórios.

 (AnkNet/Getty Images)

10. Tenha cuidado com tintas e sprays de cabelo

Ainda sobre a possibilidade de reações alérgicas, Fabiana alerta sobre o uso de maquiagens, tintas para o rosto e sprays de cabelo que chamam a atenção dos pequenos.

Os mais indicados são os específicos para os baixinhos, só que, ainda assim, eles podem causar sintomas alérgicos como coceira no olho, rinite, urticária e até mesmo, em grau maior, desencadear um quadro de broncoespamos (como bronquite e asma).

Por isso, a pediatra pede para que os pais testem os produtos alguns dias antes da festa, com uma pequena quantidade no antebraço do baixinho. Isso ajuda a diminuir as chances do pequeno passar mal no dia do bloquinho em decorrência de itens que deveriam ser para pura diversão.

    Comentários
    Deixe um comentário

    Olá,

    * A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

    Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

    Logotipo do WordPress.com

    Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

    Foto do Google

    Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

    Imagem do Twitter

    Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

    Foto do Facebook

    Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

    Conectando a %s