Novo estudo usa amostra de sangue para diagnosticar autismo

Em desenvolvimento, pesquisa dá importante passo para a criação de um exame de sangue que possa detectar o transtorno em crianças.

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, Estados Unidos, obteve sucesso ao detectar com precisão a presença do chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir de uma amostra de sangue de crianças.

Publicado na edição de junho da revista científica Bioengineering & Translational Medicine, o resultado dessa pesquisa representa um importante passo para o desenvolvimento de um procedimento que ajuda no diagnóstico do autismo.

“Claramente, mais trabalhos precisam ser feitos antes que um teste comercial esteja disponível, mas essa análise é um marco importante”, disse o principal autor do estudo, Juergen Hahn, em entrevista ao site G1.

O desenvolvimento desse exame de sangue é importante para complementar o diagnóstico de crianças com autismo, já que atualmente ele depende exclusivamente de observações clínicas.

Além disso, ele possibilitaria uma intervenção precoce, o que tende a levar a melhores resultados, pois os pequenos são expostos a atividades específicas mais cedo. Por enquanto, nos EUA, a maioria das crianças não é diagnosticada até os 4 anos de idade.

“Quanto mais cedo o Transtorno do Espectro Autista for identificado, mais rápido será possível iniciar intervenções precoces, tais como serviços de educação especial, terapia ocupacional, terapia da fala”, explicou Hahn.

A partir do desenvolvimento de um algoritmo que usa concentrações de componentes no sangue para ver se ele veio de uma criança com o transtorno ou não, foi feito um teste em 154 pequenos com autismo, para verificar se o algoritmo desenvolvido funcionaria com eles. O resultado foi promissor: as previsões se tornaram precisas em 88% dos casos.

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Por enquanto, ainda é preciso ter cautela, já que o número de crianças testadas é muito pequeno para ter um poder estatístico. De qualquer forma, trata-se de um passo importante para a medicina e que deverá surtir efeitos nos próximos anos.

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