SBP publica atualização do Consenso Brasileiro sobre alergia alimentar

O documento, que foi elaborado em parceria com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), apresenta novidades sobre o assunto.

Por Luísa Massa 19 abr 2018, 17h07

Alergia alimentar é coisa séria: se não for identificada ou tratada adequadamente, pode acarretar graves consequências – as reações vão desde sintomas grastrointestinais e respiratórios até choque anafilático. Para trazer novas informações aos médicos e pais de crianças que apresentam o problema, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) lançaram na última segunda-feira, 16, uma atualização do Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar.

Disponibilizado na internet, o documento aborda as condutas clínicas que devem ser seguidas, como fazer o diagnóstico e quais exames podem auxiliar nesse processo – por exemplo, o hemograma e os testes cutâneos -, as opções de tratamento disponíveis e as orientações nutricionais. Cerca de 20 especialistas participaram da produção da segunda edição do informativo, que incialmente foi lançado em 2006.

  • “O conteúdo apresenta as novidades ocorridas na imunologia, na etiopatogenia da alergia alimentar, no diagnóstico e também no tratamento. Com isso, a SBP e a Asbai estão levando uma atualização abrangente em vários aspectos aos pediatras e alergistas a fim de beneficiar as nossas crianças e adolescentes”, afirma Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP.

    A alergia alimentar nada mais é do que uma reação do organismo ao ingerir ou entrar em contato com determinados alimentos. Na lista dos que mais apresentam problemas estão os frutos do mar, as frutas e os vegetais, o leite e derivados e o amendoim. Sabe-se que a condição, que surge principalmente na infância, aumentou nos últimos tempos e que a amamentação continua sendo uma medida importante que pode ajudar na prevenção.

  • “No Brasil, os dados sobre prevalência de alergia alimentar são escassos e limitados a grupos populacionais, o que dificulta uma avaliação mais próxima da realidade. Estudo realizado por gastroenterologistas pediátricos apontou como incidência de alergia no país as proteínas do leite de vaca (2,2%), e a prevalência de 5,4% em crianças entre os serviços avaliados”, menciona o Consenso.

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