Intolerância à lactose e APLV: saiba como identificar e cuidar
Mesmo com alguns sintomas similares, saiba diferenciar as duas condições

Você já percebeu que seu filho apresenta sintomas como cólicas, desconfortos ou gases frequentes após ingerir leite ou seus derivados? Esses sinais podem indicar duas condições diferentes: intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Identificar corretamente cada caso é essencial para garantir o bem-estar da criança, já que ambas as condições exigem cuidados específicos para evitar sintomas desagradáveis e garantir uma alimentação saudável.
As principais diferenças entre intolerância à lactose e APLV
Embora compartilhem alguns sintomas, intolerância à lactose e APLV têm causas distintas. A lactose é o açúcar presente no leite e seus derivados. O organismo humano possui uma enzima chamada lactase, responsável por digerir esse açúcar no intestino. Pessoas que produzem pouca ou nenhuma lactase são intolerantes à lactose.
Os sintomas mais comuns da intolerância são formação de gases, inchaço, dores abdominais, náuseas e diarreia, que surgem após a ingestão de leite ou derivados. Trata-se, portanto, de uma condição digestiva. Já a alergia à proteína do leite de vaca ocorre quando o sistema imunológico reage à proteína do leite como se ela fosse uma substância nociva. Isso pode desencadear reações em diversas partes do corpo.
Manifestações da APLV
Na alergia à proteína do leite, os sintomas podem incluir erupções na pele, urticária, feridas, ressecamento, diarreia, vômito, constipação e refluxo. Devido à variedade de manifestações, a APLV é, por vezes, confundida com a intolerância à lactose. No entanto, é mais comum que a alergia se manifeste no primeiro ano de vida, uma vez que o sistema imunológico do intestino ainda está em desenvolvimento. Em muitos casos, os sintomas desaparecem até os dois anos de idade.
Proteína vegetal como alternativa na alimentação
Para crianças e adultos com intolerância à lactose ou APLV, ajustar a alimentação é fundamental. Uma alternativa eficiente é o uso de alimentos à base de proteína vegetal, como a soja. A proteína isolada de soja, por exemplo, é obtida por meio de um processo que remove carboidratos, fibras e fatores antinutricionais, mantendo apenas a parte mais pura da proteína.
A soja é uma excelente fonte de nutrientes, com cerca de 40% de proteínas em sua composição, superando muitas outras fontes proteicas, como carnes e leguminosas
Benefícios da proteína isolada de soja
- Alta qualidade protéica
- Fácil digestão e maior saciedade
- Sabor neutro, facilitando o uso em diversas receitas
- Livre de lactose e colesterol
Cuidado com a alimentação
É fundamental que pais e mães estejam atentos às necessidades alimentares de seus filhos, evitando alimentos que contenham lactose ou proteína do leite caso a criança tenha intolerância ou APLV. Alimentos à base de proteína vegetal podem suprir a demanda nutricional, ajudando no crescimento e desenvolvimento saudável. Além disso, esses produtos também são uma boa opção para adultos e pessoas que praticam atividades físicas, pois auxiliam na reposição de nutrientes e contribuem para a saúde geral.
Consultar um profissional de saúde é essencial para obter um diagnóstico preciso e estabelecer um plano alimentar adequado. Dessa forma, é possível garantir qualidade de vida e bem-estar para toda a família.
Consultoria: Lara Natacci, nutricionista