“Sou feminista e comprei um fogãozinho pra minha filha”

Após ser questionada sobre o brinquedo que deu para sua pequena, Rogéria fez um relato no Facebook que viralizou em poucos dias. Saiba mais sobre esse caso!

Na última segunda-feira, 9, Rogéria Rizette Linares usou a sua página no Facebook para expor uma situação particular. Ela contou que a sua filha Alícia, de 3 anos, pediu para ganhar um fogão com panelinhas de Natal. Após pesquisar os modelos disponíveis no mercado, a mãe presenteou a pequena com o brinquedo ela havia pedido.

“Uma história comum, que não passaria disso se, ao comentar com uma amiga, não tivesse ouvido o seguinte: ‘Você deu um fogão e panelas pra sua filha? Deve ter doído no seu feminismo’”, escreveu Rogéria na rede social. A partir dessa indagação, ela resolveu esclarecer algumas questões em um texto, que se tornou público na internet.

“Esse comentário da minha amiga engloba toda uma noção errada que parte da sociedade possuí sobre o feminismo. Parecem pensar que nós, feministas, somos contra uma mulher querer se cuidar, se casar, ter filhos, cuidar de casa, abrir mão de carreira ou coisas assim. Então vai aqui a notícia chocante: não somos contra nada isso. O que não queremos é que essas sejam as únicas opções das mulheres ou que elas sejam criticadas e punidas se não quiserem nada disso”, explicou a mãe.

Na mensagem, Rogéria ressaltou que não viu problema de ter dado um fogãozinho para a filha e acrescentou: “Quero que ela brinque com suas panelinhas, com suas filhas de brinquedo, suas maquiagens coloridas, que se imagine sendo uma princesa coberta de vestidos esvoaçantes e cheios de brilhos. Se for o que ela gosta e deseja”.

Ela também falou das referências que a pequena faz à família em suas atividades. “Quero também que ela chame o pai dela pra brincar de cozinhar com ela, como fez ontem, porque sabe que homem também cozinha, também cuida da casa porque ela vê o pai fazendo isso em nossa casa”. Rogéria ainda abordou o desejo que tem de ver a filha se divertindo com diferentes brinquedos, sem a distinção de gêneros que julga algumas coisas “de menina” e outras “de menino”.

No final do texto, a mãe de Alícia deixa claro que quer que a filha faça o que for melhor para ela: “É disso que se trata o feminismo. Do direito de mulheres que escolherem o que querem, sem restrições e julgamentos. É no que acredito e é como crio minhas filhas. Bastante simples, né?”.

Em poucos dias, a postagem viralizou na rede social. Até o momento, ela foi curtida por mais de 89 mil pessoas, compartilhada mais de 31 mil vezes e recebeu mais de 5 mil comentários.

Confira o texto na íntegra:

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