Rafa Brites fala sobre primeira ida ao pronto socorro com o filho

"Vê-lo com algum tipo de dor ou desconforto dói em mim. Pode ser só uma careta por gases. Não importa. Preferia que fosse um soco em mim", afirmou a mãe.

Ver o filho doente é uma das piores coisas que os pais enfrentam. Na tarde desta quinta-feira, 16, Rafa Brites compartilhou um relato sincero nas redes socias sobre a primeira ida ao pronto socorro com Rocco,  que veio ao mundo em fevereiro.

Logo no começo do texto, a apresentadora tranquilizou os seguidores, dizendo que o pequeno teve uma bronquiolite leve. “Mas, afinal, alguém espera esse momento? Vê-lo com algum tipo de dor ou desconforto dói em mim. Pode ser só uma careta por gases. Não importa. Preferia que fosse um soco em mim. Como é difícil manter a calma”, escreveu a artista.

Ela ainda falou sobre a dificuldade que teve ao organizar as coisas do filho para que eles fossem para o hospital e contou como se sentiu: “Hora eu acalmando o meu marido, hora ele me acalmando. É engraçada essa dinâmica – parece que nunca os dois sucumbem juntos. Eu me deparei com uma gratidão. Parece quase masoquista, mas agradeci por ter conhecido um outro lado meu. Me vi forte”.

A mamãe relatou que, apesar de estar cansada e de não ter dormido a noite toda, observou como havia mudado. “Vi a Rafa mulher tomando conta da Rafa menina. Por dentro chorando, mas por fora plácida, conversando com meu filho que estava tudo bem, que já ia passar… Não tem espaço para o vitimismo”, afirmou.

Ela também ressaltou que no hospital estavam outros pais e avós igualmente assustados com a situação: “As atendentes com um olhar solidário, mesmo acostumadas com essa cena… Dá vontade de ter feito medicina! Mas imagino que outro dia eu terei desejo de ter feito odontologia, psicologia, etc. E acho que viramos especialistas em variedades”.

A repórter da Rede Globo finalizou o texto dizendo que, apesar de todas as dificuldades, sente-se grata por tudo o que tem vivido ao lado de Rocco. “Além de todo o sentimento que tenho, estou aprendendo a lidar com novas sensações e situações que nenhuma faculdade me daria. Tentando entender o raio-X dele, fiz o meu. Me vi por dentro! Gostei do que vi. Não foi nada sério. Voltamos pra casa e estamos monitorando”.

Confira na íntegra o relato de Rafa Brites:

Raio-X Hoje tivemos nossa Primeira ida ao pronto socorro com o Rocco, muito mais cedo que o esperado.Foi uma bronquiolite leve mas afinal alguém espera esse momento ? Ver ele com algum tipo de dor ou desconforto dói em mim. Pode ser só uma careta por gases. Não importa preferia que fosse um soco em mim. Como é difícil manter a calma. Como é difícil fazer a malinha pra sair. Acabei pegando roupa pra 1 mês com medo que ele fosse internado. Em meio a essa confusão. Hora eu acalmando o meu marido,hora ele me acalmando, é engraçada essa dinâmica parece que nunca os dois sucumbem juntos. Eu me deparei com uma gratidão. Parece quase masoquista. Mas agradeci por ter conhecido um outro lado meu. Me ví forte. Com a sacola dele num braço a carteirinha do plano (que ainda é um luxo) no outro, o segurando para fazer os exames. Mesmo sem dormir a noite sem tomar café da manhã eu estava ali e poderia cuidar de 10 crianças se preciso fosse. Vi de fora a mutação. Vi a Rafa mulher tomando conta da Rafa menina. Por dentro chorando mas por fora plácida, conversando com meu filho que estava tudo bem, que já ia passar… Não tem espaço pra o vitimismo. Na hora do raio X. Fui ao banheiro,comi um pão de queijo (sim no banheiro) chorei, enxuguei e saí recomposta. Em volta várias outras mães, pais e avós com as caras de assustados e valentes ao mesmo tempo. As atendentes com um olhar solidário mesmo acostumadas com essa cena..Da vontade de ter feito medicina! Mas imagino que outro dia eu terei desejo de ter feito odonto, psicologia etc. E acho que viramos especialistas em variedades. E essa foi a minha gratidão. Como aprendi em um mês e meio. Além de todo o sentimento que tenho estou aprendendo a lidar com novas sensações e situações que nenhuma faculdade me daria. Tentando entender o raio-X dele. Fiz o meu. Me Ví por dentro! Gostei do que ví.Não foi nada sério. Voltamos pra casa e estamos monitorando. Aí vejo histórias como a do menininho Joaquim… e penso como suportar algo assim? Passa pela cabeça que eu não seria capaz. Mas lá no fundo eu sei que seria sim. E Sempre serei.

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