Pai de primeira viagem tem medo. Eu tenho medo. Principalmente do que vai vir no começo. O que a gente vai fazer quando chegar em casa com o serzinho no colo? Como serão os primeiros dias, tarefas e situações sem resposta fácil?
Mas não é um medo que paralisa. Ele vem acompanhado do sentimento de que junto com o medo virão as soluções. Sejam elas quais forem.
Há ainda a perspectiva de outros vários desafios vindouros. E quando for um bebê de colo, nós vamos dar conta de sair com ele? Viajar, ir a restaurantes e tudo o mais sem perder a esportiva? Será que vai dar? Claro que sim, mas a gente teme. Tem certos momentos em que a gente teme. Depois passa ou não se pensa mais nisso.
Eis que dias atrás minha mulher e eu fomos atingidos por uma visão profundamente encorajadora. Estávamos na praia tomando sol, no maior sossego. Eis que se aproxima um cara pouco mais velho que eu, com 40, 40 e poucos anos. Ele e seus….4 filhos pequenos! Eu juro, só o pai e os 4 filhos pequenos. A mãe não estava. Deduzo que muito provavelmente ele seja casado, já que usava aliança.
O cidadão foi à praia num domingo de sol com um filho de uns 8, uma filha de uns 7, outro filho de uns 4 e um bebezinho de colo de não mais que 1 ano. Pois o mais impressionante foi como o passeio se dava em clara ordem e harmonia. O pai dava as regras, e os filhos acatavam. “Vai lá, entra no mar, mas não passada daliâ€, dizia para os mais velhos enquanto checava a fralda da bebê. “Pai, posso dar mais um mergulho?â€, “Podeâ€.
O homem parecia funcionar em estado de graça. Não precisava pensar no que ira fazer. Só fazia. Deitava os olhos em todos os filhos ao mesmo tempo, não endureceu a voz em nenhum momento e gozava de autoridade total. Ainda exibia calma e bom-humor extremos. “Filha, dá uma olhada neles que eu vou entrar na águaâ€, disse. Lá foi ele com o bebê sentir o gosto do mar.
Tudo rapidinho, mas sem pressa. Depois de uns 40 minutos de praia secou, vestiu, penteou e organizou todo mundo. Saiu carregando o carrinho do bebê no muque, já que o veÃculo não enfrenta a areia da praia. A tropa o seguia, contente.
Se ele pode com quatro, eu ei de conseguir com uma. Ou duas, ou três, quem sabe. Muito inspirador este superpai. Não tive chance de dar-lhe os parabéns. Se alguém o conhecer, por favor o faça por mim.



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17 / March / 2009 às 3:05
Fácil não é… Mas a gente consegue… Depois que a gente acostuma com a cria… Dá até vontade de ter mais bbs pela casa… vc vai ver!!!

Bjks
17 / March / 2009 às 3:27
Oi Ricardo, primeiramente gostaria de parabenizar e agradecer, pois seu blog tem nos ajudado muito. Sempre que vc escreve um novo post eu mando imprimir e levo para meu marido ler e a gente se diverti muito, pq tudo acontece com a gente tbm. E ele assim começa a entender melhor a minha gestação, vc me ajudou a mostrar a ele que não é o unico a ter medos e nos faz rir daquele desespero que as vezes quer aparecer. Desejo para vc e sua esposa muita saúde e felicidade e que a Gabriela venha cheia de luz, enchendo ainda mais a vida de vcs de alegria.
Abraços.
18 / March / 2009 às 4:08
“Frauda”
18 / March / 2009 às 10:10
olá Ricardo,
Puxa, que bacana essa sua percepção. É isso aÃ: a gente aprende também de observar. Nem uma palavra a mais.
abraço grande
19 / March / 2009 às 9:53
Poxa q PAI!!!!
Isso é uma lição para todos q pessam “eu não vou conseguir”
Todos conseguem…
E quem sabe um dia seus filhos dirão MEU PAI é O MELHOR DO MUNDO!!