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Como lidar com as diferenças entre os irmãos

Hoje de manhã, fiz uma foto dos bebês que traduz bem o jeitinho de cada um: Lucas está dando uma risada gostosa, enquanto Clara está meio tímida (não sabe se ri ou se fica séria). Desde que meus pequenos nasceram, percebo a diferença entre os dois. Lucas é sempre mais alegre, brincalhão, adora uma bagunça e se adapta em qualquer ambiente – é daqueles que tira uma soneca no meio da algazarra. Já a Clara é mais quietinha, tem sorriso meigo, cativante, bochechas que dá vontade de apertar, adora um lugar silencioso e, consequentemente, detesta barulho. E ela tem também mudanças de humor. Tem dias em que está doce e falante. E tem dias em que está séria, irritada, com choro fácil e quieta, muito quieta. E nesta última semana, minha Clara estava exatamente assim, quieta. Isso mexeu comigo, fiquei chateada. Queria até ligar pro pediatra para perguntar se essas alterações são normais. Então, meu marido me disse: ‘é o jeito dela’. Pois é, minha florzinha (como gosto de chamá-la) é assim mesmo. E isso mostra o quanto a natureza é interessante. Duas pessoinhas que nasceram no mesmo dia, com apenas um minuto de diferença… tem personalidades distintas.
O pediatra, logo na primeira consulta dos bebês, me disse: ‘mamãe, não fique comparando os dois. Cada um é um’. É claro que a gente sabe disso, mas, no dia a dia, acaba sempre percebendo as particularidades de cada um e comentando, sem comparações que possam diminuir um em relação ao outro. Fico aqui pensando que este tipo de situação também deve acontecer com quem tem filhos de idades diferentes. A gente precisa aprender a conviver com uma série de sentimentos: o ciúmes entre os filhos, a divisão de atenção…
Acho que um dos meus aprendizados, daqui pra frente, será saber lidar com essas diferenças: aceitar e mostrar caminhos para que cada um, a seu modo, se desenvolva e cresça de acordo com seu jeito de perceber o mundo. A questão é que tenho me pegado mais próxima da Clara, principalmente nos dias em que ela está mais silenciosa. Digo sempre pra ela o quão desejada ela foi e o quão especial ela é na minha vida. Enfim, esse também é meu jeito de dizer pra minha filha o quanto eu a amo e que mesmo nos seus dias de silêncio a gente se corresponde. Beijos, Ana.

20 Comentários para “Como lidar com as diferenças entre os irmãos”

  1. Roberta

    Que depoimento lindo, Ana…
    Fiquei sinceramente emocionada.
    Bj

  2. Cláudia

    Ana,
    Tenho um filho e 3 anos, Felipe e agora o Fernando que vai nascer em agosto. Sem querer a gente começa a comparar os dois, mesmo que o outro ainda esteja na barriga. Fico tentando identificar no ultrasson do Fernando, os traços do Felipe (acho qeles se parecem). O modo como o Fernando se mexe na barriga é diferente do Felipe (o Fernando é muito mais agitado). Enfim, acho que vamos fazer isso o resto da vida toda. Como a forma é a mesma, tentamos encontrar semelhanças em seres únicos. Acho que é o desejo que toda mãe tem de ver os filhos juntos.

  3. Kelly

    Olá Ana,
    Tenho a Bruna de 1 ano e 9 meses e terei outro bebê em dezembro…ainda não sei o sexo. Ontem mesmo me peguei aqui no site fazendo a numerologia das crianças…pra ver se continuo com o nome do proximo bebê ou mudo…no caso da Bruna, essa numerologia é perfeitaaaa: agitada, carinhosa, esperta, resumindo, a dona da situação…
    Fiz uma pequena comparação…e realmente, morro de medo do proximo bebê não tenha pique ou seja mt diferente o temperamento…e seja dificil o relacionamento entre os irmãos…no final das contas, espero que eles se complementem e espero que isso aconteça com os seus bebês tbm!!!

  4. Regiane

    Oi Ana,

    Também tenho gêmeas e elas estão com 2 meses agora, as minhas tb são diferentes, uma mais quieta e a outra mais sorridente, agitada e tb mais sensível (chora mais) fico muito preocupada também com as comparações que são inevitáveis principalmente com gêmeos, não sou muito de pegá-las no colo porque fico me culpando que uma está no colo enquanto a outra está no berço e ao mesmo tempo me sinto mal por pegá-las pouco no colo, tenho muito medo delas um dia pensarem que eu possa tratá-las com alguma diferença……..Gostei muito deste post, afinal pude ver que o que sinto é normal.

  5. Letícia Caldart

    Oi Ana. Realmente já me perguntei várias vezes como Amanda e Beatriz podem ser tão diferentes. Amanda é alegre, gosta de “dançar” e não para de sorrir quando cantamos para ela. Beatriz é normalmente séria, geralmente dá risadas só na parte da manhã, vê se pode. Fora as diferenças de dormir, comer, desenvolvimento… Que bom que vc entrou no blog,vi seu recadinho lá.
    bjs



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topo perfil Ana Holanda é jornalista e editora da revista Bons Fluidos, da Editora Abril. Teve um casal de gêmeos em fevereiro, aos 36 anos, quando achava que esse negócio de ser mãe não era mais para ela.

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