Dias desses, Clara e Lucas se encontraram. Parece meio maluco dizer isso, mas eu tenho a sensação de que, até bem pouco tempo, um não se dava conta da existência do outro. Até que um belo dia, um olhou pro outro e se deram risadinhas, algo como: ‘olha, você aÃ!’. Desde então, eles trocam olhares. Às vezes, quando estou com a Clara no colo e o Lucas está no bebê conforto, ele faz uma cara como se dissesse: ‘ei, o que esta menininha está fazendo no coloca da minha mãe?’. Em outros momentos, Clara observa as caretas que o Lucas faz (e ele é mestre nisso) e dá uma bela risada. Também já percebi que, bem habitualmente, um começa a chorar e puxa o outro. Vira um berreiro só. Há ainda os sentimentos contagiantes: irritação, sonolência, alegria, animação. Por conta disso, ando pensando: até que ponto gêmeos, trigêmeos e afins têm a tal ligação emocional que os livros costumam citar? Será que o fato de terem passado nove meses juntos, crescendo e se desenvolvendo tão próximos cria uma ligação eterna? Semana passada, eu estava com os bebês no parquinho do prédio e então uma mãe se aproximou e veio com a pergunta que mais ouço ultimamente: são gêmeos? ‘Sim, um casal’. DaÃ, ela me contou algo bem interessante. Ela tem um irmão gêmeo. E disse que, sim, esta é uma relação especial e diferente daquela que temos com outro irmão ou irmã mais velha ou mais nova. Ela disse que os dois, durante a infância, viviam uma intensa relação de amor e ódio – talvez como todos os irmãos. Brigavam, faziam as pazes e, principalmente, estavam sempre juntos. Teve uma época que eles estudaram separados, outra que estudaram na mesma classe. E, inevitavelmente, brigavam pela atenção da mãe. Agora, adultos, ela contou que a ligação entre eles continua, mesmo quando estão longe. Uma vez, há alguns anos, ela foi refém de um assalto e viveu momentos de terror. O irmão gêmeo morava no Japão. Horas depois e com um término feliz da história, ela recebeu uma ligação do outro lado do mundo. Era o irmão que lhe perguntou ‘o que estava acontecendo com ela’. Ele sentiu, no mesmo horário do assalto, a aflição pela qual a irmã estava passando. Interessante, né? Puxa, será que Clara e Lucas serão assim? Às vezes, a gente não se dá conta de como o fato de eles terem sido gerados e criados de maneira tão próxima traz consequências para sempre. Consequências, espero eu, muito boas e que eles permaneçam com aquela sensação de que há sempre alguém olhando e zelando por cada um. Beijos, Ana.
PS1. Obrigada a todas que deram dicas sobre dor nas costas. Uma coisa que pretendo fazer é voltar a me exercitar. Acho que uma atividade fÃsica que fortaleça a musculatura deve ajudar a reduzir essas dores, né?
PS2. Adoraria que mães de gêmeos e afins me escrevessem contando como percebem essa ligação entre seus filhotes. A gente vive na dúvida sobre qual a melhor forma de educá-los, como dividir a atenção sem ser injusta etc.



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16 / June / 2009 às 8:57
Bom Dia Ana!Não tenho gêmeos porem venho escrever sobre meu filho!Hoje dia 16/06 meu filho faz 2 meses e estou gravida de 3 meses e meio de um menino o Matheus!O Gabriel agora que a minha barriga vem crescendo esta demonstrando um ciume horrivel!Tenho medo as vezes pois tem momentos em que ele é carinhoso e outros extremamente agressivo. Como seus babys são criados juntos gostaria de algumas dicas sua e das mães que estão lendo esse depoimento para me ajudar no que posso fazer!ambos são meu sangue porem antes do Matheus nascer não sei o que faço!Se alguem quiser me mandar email fique a vontade!wanessa_silva2006@yahoo.com.br
16 / June / 2009 às 9:50
Oi Ana,
Meu marido é gêmeo e também tivemos um casal de gêmeos que fará 3 meses na 5a-feira. Os meus gêmeos ainda não se perceberam e não vejo a hora disto acontecer.
Mas posso te contar da relação do meu marido com o irmão. A gente brinca que são os gêmeos contra o mundo e que a minha sogra não é a mãe do meu marido e sim seu irmão gêmeo. Eles tem uma relação muito bonita e sempre desligam o telefone com um: eu te amo irmão.
Mas pelo que vejo de amigas com gêmeos pequenos, se prepare para a fase da disputa pela atenção da mãe. Eles ficam ótimos até a mãe aparecer. Aà já era.
Tenho uma conhecida que tem 5 filhos e se você visse como ela divide a atenção entre as crianças você ficaria besta. Cada um espera pacientemente pelo seu momento com a mãe e neste momento a atenção dela é 100% direcionada para aquela criança…não olha nem para o lado. Disse que acostumou-os assim desde cedo. Mas é difÃcil mesmo.
16 / June / 2009 às 10:09
Ana, fiquei emocionada com seu relato de como os gêmeos se descobriram. Que delÃcia que deve ser!
Eu me derreto com cada novidade do meu Lucas, então imagino como deve ser a sua felicidade com sua dupla. Beijos e boa sorte
16 / June / 2009 às 10:21
ainda não sou mãe , mas tenho loucura pra ser vamos tentar uma inseminação no fim do ano mas eu gostaria de ficar gravida de 1 filho ,mas é arriscado vim 2 ou 3 ou 4 rsrsrs
penso q vou ficar muito dividida nas atenções , tenho medo de não conseguir dar toda atenção q eles merecem caso venha gemios…. porisso prefiro´que venha um só rsrsrs
16 / June / 2009 às 11:47
Ana,
minhas meninas estão com 7 meses e meio e a primeira vez que se perceberam fiquei muito emocionada, foi um momento mágico para mim, chorei!!!! Minhas pequenas simplesmente não conseguem ficar muito tempo longe uma da outra é lindo isso, se eu deixo uma no quarto e outra levo comigo pra outra parte da casa uma fica procurando a outra e ainda não consigo faze-las dormir em quartos separados elas percebem que a irmã não está presente, é incrivel!!! agora estão na fase em que falam a linguagem delas (huam ham hah) e gritinhos e uma “conversa” com a outra e riem juntas é muito bonito, aguarde Ana, cada dia voce vai se deliciar mais com isso!!! abraços.