Tudo o que você precisa saber sobre o calendário de vacinação da criança
A vacinação do seu filho é essencial para prevenir doenças e epidemias

A vacinação é um dos principais pilares para garantir a saúde da criança e prevenir doenças graves desde o nascimento. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece uma série de vacinas que devem ser aplicadas desde os primeiros dias de vida até a adolescência. E é fundamental que os pais acompanhem o calendário de vacinação e mantenham a carteirinha do bebê atualizada.
Este cuidado se torna ainda mais importante, especialmente após o recente dado alarmante de que o Brasil não atingiu as metas de cobertura vacinal, com uma cobertura de apenas 51% — bem abaixo dos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde. Portanto, a imunização é um assunto sério e deve ser tratado com atenção, para proteger seu filho e a comunidade em que vive.
A seguir, apresentamos um resumo das vacinas essenciais que o seu filho deve tomar, com base nas recomendações do Ministério da Saúde.
Vacinas para o bebê: primeira fase de proteção
Logo após o nascimento, o bebê começa a ser imunizado com uma série de vacinas que o protegerão contra doenças graves. Veja quais são as vacinas que o bebê deve tomar:
- BCG (Bacilo Calmette-Guérin) – Aplica-se logo ao nascimento. Protege contra formas graves de tuberculose, especialmente a meningite tuberculosa.
- Hepatite B – A primeira dose deve ser administrada nas primeiras 12 horas de vida. Protege contra a infecção pelo vírus da hepatite B.
- Penta (DTP + Hib + Hepatite B) – Administrada aos 2, 4 e 6 meses, protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b (que pode causar meningite, pneumonia, entre outras doenças) e hepatite B.
- VIP (Vacina Inativada Poliomielite) – Administrada aos 2, 4 e 6 meses, protege contra a paralisia infantil (poliomielite).
Vacinas dos 6 aos 18 meses: reforços importantes
Após a primeira fase de vacinação, o bebê recebe reforços para garantir que o sistema imunológico continue bem protegido:
- Meningocócica C – Aos 3 e 5 meses, com um reforço aos 12 meses, protege contra a meningite e infecções graves causadas pela bactéria Neisseria meningitidis.
- Penta (Reforço) – Aplicada aos 15 meses para reforçar a proteção contra difteria, tétano, coqueluche e outras doenças.
- Febre Amarela – Administrada a partir dos 9 meses, a primeira dose é essencial para a proteção contra essa doença transmitida por mosquitos.
Vacinas aos 1 e 2 anos: a defesa continua
Com 1 ano de vida, a criança recebe mais doses de vacinas para garantir que sua imunização esteja completa:
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – Aplicada aos 12 meses, esta vacina protege contra doenças graves que podem ter complicações sérias.
- Hepatite A – Aos 12 meses, a primeira dose deve ser aplicada. A hepatite A é uma doença que afeta o fígado e pode causar complicações graves.
- Varicela (catapora) – Administrada entre 12 e 15 meses, protege contra a catapora, uma infecção viral que causa erupções na pele.
Além disso, reforços periódicos continuam a ser feitos ao longo da infância, com doses adicionais para manter o corpo da criança imunizado.
Por que seguir o calendário de vacinação?
A adesão ao calendário de vacinação é fundamental para garantir a proteção contra doenças graves que podem deixar sequelas ou até mesmo levar à morte. Além disso, vacinas também desempenham um papel importante na prevenção de surtos de doenças que, com o tempo, poderiam ser erradicadas. No entanto, com as baixas coberturas vacinais recentes, doenças como o sarampo, que estavam erradicadas no Brasil, voltaram a ser registradas.
Como garantir a vacinação em dia?
É essencial que os pais sigam rigorosamente o calendário de vacinação recomendado pelo Ministério da Saúde e levem a criança ao posto de saúde nas datas previstas. Além disso, é importante que, sempre que houver uma dúvida sobre alguma vacina, os pais consultem o pediatra. O profissional pode fornecer todas as informações necessárias e garantir que o filho esteja protegido.
Acompanhar a caderneta de vacinação da criança e realizar a atualização necessária com as doses recomendadas são medidas simples que protegem tanto o bebê quanto a comunidade.