Repelente para bebês: saiba quando e como usar com segurança
Saiba como evitar picadas de mosquitos e pernilongos em seu bebê

O clima quente chegou, e com ele, os mosquitos e insetos também voltam a incomodar. Entre as opções de proteção, o uso de repelentes é uma das mais comuns. Porém, muitas dúvidas surgem em relação à idade apropriada para usá-los em bebês e quais produtos são seguros. Com orientações simples, é possível proteger os pequenos de maneira eficaz e segura.
Quando o uso de repelente é indicado?
Nos primeiros meses de vida, os bebês estão naturalmente mais vulneráveis às picadas de mosquitos, formigas e outros insetos. Os repelentes tradicionais geralmente não são recomendados para crianças menores de dois anos. Isso porque muitos contêm substâncias químicas que podem ser prejudiciais à saúde dos bebês.
No entanto, há exceções para produtos específicos, que possuem ingredientes naturais e uma menor concentração de icaridina, substância que ajuda a afastar os pernilongos. Esses produtos podem ser indicados para uso em bebês a partir dos seis meses de idade, desde que sejam aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Quais são os sintomas das picadas de insetos?
As picadas de insetos podem causar desconforto significativo nos bebês. O sintoma mais comum é a coceira, que pode surgir em qualquer parte do corpo onde houve contato com o inseto. Em alguns casos, se a região for constantemente arranhada, há risco de machucados e infecções secundárias. Por isso, é importante que os pais fiquem atentos às reações cutâneas.
Como prevenir irritações causadas pelas picadas?
Manter as unhas do bebê sempre bem aparadas é essencial para prevenir machucados causados pela coceira. Isso também reduz o risco de infecções. Além disso, para alívio da coceira, o uso de cremes ou medicamentos antialérgicos pode ser recomendado por um pediatra e na maioria dos casos, o tratamento é simples e visa apenas controlar o desconforto.
Como escolher o repelente ideal para o bebê?
Ao optar por um repelente, é fundamental verificar se o produto é específico para a idade do bebê e possui registro na Anvisa. Produtos com baixa concentração de icaridina ou à base de substâncias naturais, como óleos essenciais, são boas alternativas para crianças pequenas. Além disso, é importante seguir as recomendações de aplicação indicadas na embalagem e evitar o uso excessivo.
Também vale ressaltar que os repelentes devem ser aplicados apenas em áreas expostas do corpo e nunca nas mãos ou no rosto da criança, para evitar o risco de contato com os olhos e a boca.
Medidas complementares de proteção
Além do uso de repelentes, outras medidas podem ajudar a proteger os bebês contra os insetos. O uso de mosquiteiros é uma opção segura e eficaz, especialmente durante o sono. Manter o ambiente limpo e evitar água parada também contribui para reduzir a presença de mosquitos.
Outra dica é vestir o bebê com roupas leves e de manga longa, que ofereçam uma barreira física contra as picadas. As roupas podem ser tratadas com produtos repelentes apropriados, desde que recomendados por especialistas e seguros para crianças pequenas.
Quando procurar um pediatra?
Se o bebê apresentar reações mais graves às picadas, como inchaço excessivo, vermelhidão intensa ou sinais de infecção, é essencial procurar um pediatra. Esses sintomas podem indicar uma reação alérgica ou outra complicação que necessite de avaliação médica.
Com os cuidados certos, é possível manter os bebês protegidos e confortáveis durante a temporada de calor e maior presença de insetos, garantindo bem-estar para toda a família.
Consultoria: Dr. Claudio Len, pediatra