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Repelente infantil: quais os tipos e como escolher?

Em spray, adesivo ou pulseirinha, o importante mesmo é tomar cuidado com o princípio ativo e as idades indicadas no rótulo

Por Maurício Brum
Atualizado em 24 jun 2024, 13h51 - Publicado em 24 jun 2024, 07h00

O incômodo causado por picadas de mosquitos, às vezes acompanhadas de doenças como a dengue ou a febre do oropouche, entre outras, deixa os pais em alerta em todo o Brasil. Após um início de 2024 com um aumento alarmante de contágios por essas doenças, surge a dúvida: como escolher um bom repelente infantil para proteger os pequenos?

Há várias formas de administrar um repelente, e opções não faltam no mercado: desde o tradicional spray até opções para quem não quer passar uma substância diretamente na pele dos bebês e crianças, como pulseiras ou adesivos contendo a substância que afasta os insetos.

Na hora de escolher, porém, o mais importante não é o formato da embalagem do produto, mas o tipo de substância que ele contém e a indicação de faixa etária para cada repelente.

Um tipo de repelente infantil para cada faixa etária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda o uso de repelentes em bebês menores de seis meses, indicando que até essa fase da vida a melhor proteção são barreiras físicas: roupas compridas, quando possível, além de manter as janelas fechadas ou usar um mosquiteiro sobre o berço.

A partir dos seis meses, até o segundo aniversário da criança, a indicação é que sejam utilizados repelentes à base de IR 3535. Como fora do Brasil eles são comercializados para uso em bebês a partir de dois meses, é possível que você encontre produtos que contêm esse princípio ativo e essa mesma indicação de faixa etária — mas isso contraria as orientações da Anvisa.

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Conforme o bebê vai crescendo, é possível ampliar o leque de opções. Dos 2 aos 12 anos, repelentes à base de DEET (com concentração abaixo de 10%) ou icaridina também podem ser aplicados.

Atenção: produtos para adultos também usam esses princípios ativos, mas em concentrações diferentes, então verifique sempre no rótulo a indicação de idade. Nem sempre o que serve para os pais é seguro para os filhos.

E os inseticidas, qual a recomendação?

Repelentes de insetos ajudam a proteger o corpo da criança, mas quando o assunto é evitar a presença chata dos mosquitos (e outros animaizinhos incômodos) também pode surgir a questão sobre como garantir um ambiente livre dessas criaturas.

No caso dos inseticidas de uso ambiental, além de verificar na embalagem se há alguma restrição para a idade, a regra é principalmente observar o tempo em que ele é aplicado: recomenda-se espalhar o produto no quarto da criança (ou outra peça que ela vai frequentar) cerca de 2 horas antes de ela ficar por ali.

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E, depois de acionar o spray, não esqueça de arejar bem o ambiente para não deixar o produto concentrado demais no ar — mesmo em composições que não são nocivas à saúde pelo veneno em si, pode haver algum incômodo respiratório no ambiente fechado. Afinal, ninguém quer que esse “remédio” provoque mais problemas que os próprios insetos.

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