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Problemas de visão em crianças: quando buscar diagnóstico e como cuidar

Descubra quais os sinais a estar atenta em relação a visão dos pequenos

Por Redação Pais e Filhos
7 nov 2025, 17h00 •
Bebê, por volta de 1 ano e meio, pele clara, olhos bem azuis, cabelo encaracolada castanho claro ou loiro escuro. A foto está bem fechada no rostinho dele, que olha para a foto e está sério.
 (Lee-James Photography/Getty Images)
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  • A visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil. É por meio dela que a criança descobre o mundo, aprende e interage com o ambiente. No entanto, problemas oculares na infância são mais comuns do que se imagina e podem afetar o aprendizado, a autoestima e até a socialização. Com o aumento do uso de celulares, tablets e computadores, a atenção à saúde ocular dos pequenos se tornou ainda mais necessária. Identificar sinais precoces e adotar hábitos de prevenção faz toda a diferença para garantir olhos saudáveis desde cedo.

    Problemas de visão na infância: uma questão global

    De acordo com estimativas de órgãos internacionais de saúde, milhões de crianças sofrem com dificuldades de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Quando não tratados, esses problemas podem impactar diretamente o desempenho escolar e a qualidade de vida. Muitas vezes, a criança não percebe a dificuldade visual ou não sabe expressar o que sente, tornando essencial a observação dos pais e cuidadores.

    Sinais de alerta: quando ficar atento à visão da criança

    Alguns comportamentos podem indicar problemas de visão:

    • Aproximar-se demais da TV, do celular ou dos livros
    • Apresentar baixo rendimento escolar sem causa aparente
    • Reclamar de dores de cabeça ou cansaço nos olhos
    • Lacrimejamento frequente sem motivo claro
    • Coceira persistente nos olhos

    Esses sinais merecem atenção e podem indicar a necessidade de uma consulta oftalmológica. A avaliação profissional é indispensável, já que somente exames específicos podem confirmar alterações visuais e indicar o tratamento correto.

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    O impacto do uso de telas na saúde ocular

    O tempo excessivo em frente às telas é um dos grandes vilões da visão infantil. Durante o período de isolamento social, aumentaram os casos de miopia em crianças, especialmente entre 6 e 8 anos. O esforço constante para focar em curtas distâncias, somado à falta de atividades ao ar livre, está diretamente relacionado a esse crescimento.

    Além da miopia, o excesso de telas pode provocar fadiga ocular, olhos secos, coceira e dificuldade de concentração. Para reduzir os riscos, especialistas recomendam pausas frequentes, seguindo a regra do 20-20-20: a cada 20 minutos diante de uma tela, olhar para um ponto distante por pelo menos 20 segundos. Atividades ao ar livre também ajudam a fortalecer a visão e prevenir problemas.

    Primeira consulta oftalmológica: quando marcar

    O acompanhamento oftalmológico deve começar cedo. O ideal é que o bebê seja avaliado ainda no primeiro ano de vida, com reforço após os dois anos. A partir daí, consultas anuais ajudam a monitorar a saúde ocular e detectar problemas em estágios iniciais.

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    Óculos e correção visual na infância

    Não existe idade mínima para o uso de óculos. Se a criança apresentar alterações como miopia, astigmatismo, hipermetropia ou estrabismo, o uso de lentes corretivas pode ser indicado. É fundamental garantir que os óculos sejam de qualidade, ajustados corretamente ao rosto e adequados às necessidades da criança.

    Proteção contra luz azul e raios UV

    Além dos óculos de correção, a proteção ocular contra a luz azul emitida por dispositivos digitais e contra os raios ultravioleta é essencial. Lentes com filtros específicos ajudam a reduzir os danos e oferecem mais segurança, especialmente para quem passa muitas horas diante de telas ou ao ar livre.

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