Problemas de visão comuns na infância

Normalmente, eles surgem logo nos primeiros anos de vida e, às vezes, passam despercebidos.

Criança que não enxerga bem vai mal na escola – é fato. Alguns problemas já aparecem nos primeiros anos de vida e, quando passam batido, atrapalham o desenvolvimento. Isso justo na fase em que o pequeno começa a entender o mundo. Infelizmente, nem todos os pais descobrem a tempo os distúrbios que acometem a visão. “Alguns até associam o mau desempenho escolar com outros problemas, como o déficit de atenção”, relata a oftalmologista Andréa Araújo Zin, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Os distúrbios visuais mais comuns no período escolar são a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. A correção é feita exclusivamente com o uso de lentes, depois que o oftalmologista determina o grau em um exame detalhado. Cirurgias de correção nessa idade tenra são inviáveis – elas só podem ser feitas após os 20 anos, quando o grau se estabiliza.

Outro problema relativamente frequente na infância é o estrabismo, provocado por uma espécie de desequilíbrio entre os músculos responsáveis pelo movimento do globo ocular, que força o desvio de um olho (ou de ambos) para um dos lados. Não há como prevenir, mas dá para resolver se não houver perda de tempo. Em certos casos, a correção tem que ser cirúrgica – mas, para a maioria, o uso de óculos e o de tampões já bastam para alinhar o olhar.

Ao nascer, o bebê enxerga o que está a cerca de 20 centímetros de distância dele – nada além disso. E só aos 3 meses consegue focalizar o rosto de quem estiver bem próximo. Por volta dos 7 anos, com a visão totalmente desenvolvida, é hora de detectar problemas oftalmológicos. Um deles é a ambliopia ou olho preguiçoso. “O cérebro deixa de captar as imagens do lado que enxerga mal e registra apenas as do mais saudável”, explica a oftalmologista Cristina Muccioli. Faça o teste em casa tapando os olhos da criança, um de cada vez. “Ela fica angustiada quando o que funciona bem está coberto”, dá a dica a oftalmologista Rosa Maria Graziano, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O tratamento consiste basicamente na estimulação visual.

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