10 perguntas e respostas sobre sono infantil e uso de melatonina
Por que algumas crianças têm insônia e dificuldades para dormir? Quando os pequenos devem tomar melatonina? Há efeitos colaterais? Descubra!
O hormônio é importante, mas não é o único responsável pelo sono de qualidade. Entenda o que prejudica o descanso dos baixinhos e veja abaixo dicas para que os filhotes tenham noites tranquilas:
1. Por que algumas crianças têm insônia e dificuldades para dormir?
Em grande parte dos casos, o problema é comportamental. Depois dos seis meses de idade, quando o bebê já tem autonomia para dormir sozinho, deve ser estimulado a isso. Se não, fica cada vez mais dependente do colo, desenhos ou da presença dos pais a cada acordada durante a noite. Com o tempo, os despertares aumentam, assim como o tempo e o trabalho para fazê-lo fechar os olhos. Alguns distúrbios específicos do ciclo circadiano, o nosso relógio biológico, e transtornos neuropsiquiátricos também atrasam ou diminuem o sono na infância.
2. O que acontece com o corpo quando a criança dorme mal?
O descanso de má qualidade impacta o desenvolvimento cognitivo e físico da criança. É durante o sono que a produção do hormônio do crescimento atinge seu pico e que o cérebro fixa o aprendizado do dia. Concentração, memória, intelecto e desempenho escolar dependem de noites bem dormidas. Surpreendentemente, um dos sinais da falta de sono de qualidade é a criança ficar mais agitada do que o esperado durante o dia.
3. O que é melatonina?
O hormônio responsável por avisar o corpo se está de noite ou de dia e nos fazer adormecer. Ele é secretado pela glândula pineal, no cérebro, e sua produção começa a aumentar quando escurece. O pico da fabricação ocorre durante a madrugada, por volta das 3 da manhã. A melatonina de origem animal ou sintética é comercializada sem necessidade de receita nos Estados Unidos, mas seu uso indiscriminado é contraindicado pelos médicos.
4. Quando a criança deve tomar melatonina?
Antes de tudo, quando há recomendação médica para isso. Geralmente, crianças cegas, com distúrbios neurológicos e transtornos como autismo e o de déficit de atenção e hiperatividade produzem menos melatonina e têm mais dificuldade para dormir. Nesses casos, o hormônio ajuda e muito a induzir e prolongar o descanso. O problema é que se a causa da insônia for comportamental ou ambiental, a substância pode mascarar a causa real das noites mal dormidas.
5. O consumo de suplementos de melatonina é seguro?
A melatonina comercializada nas farmácias norte-americanas não passa pela rígida regulamentação dos medicamentos, pois é considerada um suplemento alimentar, como o óleo de peixe, por exemplo. A consequência disso é que muitas vezes não se sabe o que está tomando. Um estudo recente da Universidade de Guelph, no Canadá, encontrou diferenças enormes entre a quantidade real do hormônio e a descrita na embalagem de mais de trinta suplementos. O teor variou entre 83% a menos e 478% a mais do informado pelos fabricantes.
6. Há efeitos colaterais?
A substância não oferece grandes riscos a curto prazo, mas estudos já relataram reações como dor de cabeça, tontura, náusea, diarreia e sonolência matinal. A principal preocupação dos especialistas está mesmo nos efeitos do uso contínuo ao longo prazo, ainda completamente desconhecidos. Estudos em animais mostraram que a melatonina está ligada à puberdade precoce, quando as mudanças corporais da adolescência chegam bem antes do tempo.
7. Ela é legalizada no Brasil?
Ela não é exatamente proibida, mas não é registrada como princípio ativo na Anvisa. Há um pedido em análise desde 2015, mas por ora a substância não pode ser comercializada pela internet ou em lojas. Isso na teoria, pois em outubro de 2016 a empresa Active Pharmaceutica obteve na justiça autorização para importar a melanina como insumo para medicamentos manipulados. Quem tem prescrição médica pode importar os suplementos pela internet ou trazer na bagagem de mão na volta de viagens.
8. Como estimular a produção natural de melatonina?
Se a criança não tem distúrbios do ciclo de sono ou outros problemas que atrapalham o descanso como autismo e déficit de hiperatividade, melhor mesmo é colocar a fábrica natural da substância para trabalhar. O principal segredo para isso é banir fontes de luz por no mínimo uma hora antes de dormir. Sim, estamos falando de celulares, tablets, TVs e computadores. A claridade emitida por eles confunde o cérebro e derruba a produção de melatonina.
9. Como melhorar a qualidade do sono do meu filho?
Além da luz, brincadeiras muito agitadas e movimentações intensas sobem a temperatura do corpo, que precisa estar alguns graus mais frio para cair no sono. Os especialistas recomendam que os pais estabeleçam um ritual e o sigam à risca. Todos os dias no mesmo horário, por volta das 20h, o ritmo começa a diminuir, o filho escova os dentes, os pais podem cantar uma música ou ler uma história – só uma! – e depois é só apagar as luzes e desejar boa noite. O ideal é que antes das 21h a criança já esteja deitada, porque tendemos a ficar mais alertas depois disso. Mas se o filho já está em um padrão considerado ruim, psicólogos e pediatras podem ajudar a criar um treinamento para que o sono volte a ser regular e reparador.
10. Posso dar fitoterápicos e chás para induzir o sono?
Sim! Substâncias como a passiflora, do maracujá, são reconhecidas como relaxante e indutores de sono e sem efeitos colaterais. O cuidado deve ser com a origem dos produtos e também da dificuldade para dormir. Se não, de novo a tendência é que o cházinho disfarce, mas não garanta noites tranquilas de verdade para a criança e os adultos que o cercam.
Fontes consultadas:
Gustavo Moreira, pediatra do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo.
Deborah Moss, neuropsicóloga mestre em desenvolvimento infantil pela Universidade de São Paulo.
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