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Macrossomia fetal: por que alguns bebês nascem com peso acima do normal

Conheça os motivos por trás da condição e as orientações médicas para uma gestação segura

Por Redação Pais e Filhos
20 nov 2025, 09h00 • Atualizado em 24 nov 2025, 11h31
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 (Freepik/Reprodução)
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  • Durante a gestação, o acompanhamento do crescimento fetal é essencial. Em alguns casos, o bebê pode crescer mais do que o esperado, ultrapassando os 4 quilos ao nascer. Essa condição é conhecida como macrossomia fetal e, embora não seja rara, exige atenção especial, tanto no pré-natal quanto no parto e nos cuidados após o nascimento.

    O que é macrossomia fetal

    Macrossomia fetal é quando o bebê nasce com mais de 4 kg, independentemente da idade gestacional. Essa condição também pode ser identificada antes do parto, quando o bebê é classificado como grande para a idade gestacional (GIG), com base em medidas de ultrassom ou da altura uterina. Estima-se que entre 5% e 10% dos recém-nascidos apresentem esse quadro.

    Como é identificada durante a gestação

    A estimativa do peso fetal é feita principalmente por meio da ultrassonografia e da medição da altura uterina. Quando o útero está maior que o esperado para a idade gestacional, ou há excesso de líquido amniótico (polidrâmnio), pode haver indícios de que o bebê está acima do peso médio.

    Causas da macrossomia fetal

    Diversos fatores aumentam as chances de o bebê nascer com peso elevado:

    • Diabetes gestacional ou pré-existente
    • Sobrepeso ou ganho excessivo de peso na gestação
    • Histórico familiar de bebês grandes
    • Idade materna acima de 35 anos
    • Gestação pós-termo (além de 40 semanas)
    • Sexo masculino do bebê
    • Mãe com histórico de macrossomia ao nascer
    • Gestações anteriores com bebês grandes

    A presença desses fatores aumenta o risco, mas não determina o desfecho da gestação. Muitos bebês nascem com peso saudável mesmo diante dessas condições.

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    Possíveis complicações no parto

    Bebês com mais de 4,5 kg podem dificultar o parto vaginal. Há maior risco de lacerações, perda excessiva de sangue e complicações como a distocia de ombro, quando o ombro do bebê fica preso após a cabeça sair. Por isso, em alguns casos, a cesariana pode ser recomendada, especialmente quando o peso estimado ultrapassa os 4,5 kg. A indução do parto também pode ser considerada, mas sua eficácia ainda é discutida.

    Cuidados pós-parto com o bebê e a mãe

    Após o nascimento, os bebês grandes podem apresentar hipoglicemia neonatal, ou seja, queda nos níveis de açúcar no sangue. Por isso, são monitorados com exames de glicemia nas primeiras horas de vida. Em alguns casos, podem necessitar de observação em UTI neonatal, mesmo sem sinais visíveis de problema.

    Para a mãe, se houve laceração ou episiotomia, os cuidados no pós-parto precisam ser rigorosos para prevenir infecções. Mulheres com diabetes gestacional devem seguir monitoramento, pois há risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

    Riscos futuros e prevenção

    A macrossomia fetal pode estar associada a um maior risco de obesidade infantil e síndrome metabólica na vida adulta. Por isso, é fundamental incentivar desde cedo hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e atividade física regular.

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    Algumas medidas podem reduzir o risco:

    • Manter um peso saudável antes da gestação
    • Controlar o ganho de peso durante a gravidez
    • Monitorar a glicemia com regularidade
    • Seguir corretamente o pré-natal

    A prevenção e o acompanhamento contínuo são as melhores formas de garantir uma gestação segura e o nascimento saudável do bebê.

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