Governo cria plano para conter casos de microcefalia causados pelo vírus zika

Neste sábado (5), a presidente Dilma Rousseff assinou projeto que visa combater o mosquito transmissor, atender pacientes com a malformação cerebral e investir em desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa.

Os números assustam: até o dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde (MS) registrou 1 248 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 311 municípios. Para conter a ação do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus zika (o principal responsável pelo surto da malformação cerebral), o governo lançou, neste sábado (5), o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. São três eixos: Mobilização e Combate ao Mosquito; Atendimento às Pessoas; e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa.

Para viabilizar as ações propostas pela iniciativa, será instalada a Sala Nacional de Coordenação Interagências, localizada no Ministério da Integração Nacional, em Brasília. Também estão previstas salas estaduais, que contarão com a presença de representantes do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública, Assistência Social, Defesa Civil e Forças Armadas.

Para reforçar à população a importância de combater o mosquito transmissor do zika serão realizadas, nas residências, mobilizações com agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. As Forças Armadas e a Defesa Civil também vão atuar em visitas a casas para eliminação e controle do Aedes aegypti. Os dois órgãos vão dar apoio, ainda, ao transporte e à distribuição de inseticidas.

Capacitação

O governo pretende investir na capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, defesa civil e militar, além de profissionais de reabilitação e os especializados em resposta epidemiológica e equipes de saúde da família. Serão habilitados profissionais de saúde das maternidades para triagem auditiva neonatal e dos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública Estaduais para realização de exame de identificação do vírus zika.

Novo critério para o diagnóstico

O principal critério para confirmar se um bebê tem microcefalia é a medida da circunferência da sua cabeça, o perímetro cefálico (PC). Para o Ministério da Saúde, aqueles que nascem com a cabecinha medindo menos do que 33 centímetros são considerados microcéfalos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como tendo a malformação os pequenos cujo PC é menor do que 32 centímetros. Com o objetivo de ter mais precisão no diagnóstico, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco – o estado mais afetado pelo surto, com 646 casos – decidiu adotar os parâmetros estabelecidos pela OMS. Com isso, desde a última quinta-feira (3), só são notificados como microcefalia quadros em que o perímetro cefálico da criança (nascida entre 37 e 42 semanas gestacionais) é igual ou inferior a 32 centímetros. 

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