Espirros em recém-nascidos: por que acontecem e quando se preocupar
Guia rápido para tranquilizar pais e reconhecer quando procurar o pediatra
Assim que o bebê chega ao mundo, é natural que os pais fiquem atentos a cada detalhe do seu comportamento. Qualquer movimento diferente pode gerar dúvidas e até certa apreensão. Entre as situações mais comuns está o espirro frequente nos primeiros dias de vida, que costuma deixar muitas famílias intrigadas.
A boa notícia é que, na maioria das vezes, esse reflexo é absolutamente normal e faz parte da adaptação do corpo do bebê ao novo ambiente. Com o passar do tempo, a tendência é que os episódios diminuam, trazendo tranquilidade para os responsáveis.
Do útero para o mundo: a grande mudança
Durante nove meses, o bebê permaneceu protegido pelo líquido amniótico dentro do útero. Ao nascer, ele passa a respirar por conta própria e a ter contato com temperaturas, cheiros e partículas que antes não existiam em sua rotina. Essa transição intensa pode despertar uma série de reflexos, entre eles o espirro.
O mecanismo nada mais é do que uma resposta natural do organismo para expulsar pequenas partículas ou secreções presentes no nariz. Assim, quando o recém-nascido espirra várias vezes, significa que seu corpo está apenas se defendendo de estímulos externos, como poeira, cheiros ou resíduos do parto.
Função protetora do espirro
O espirro em recém-nascidos funciona como uma espécie de “faxina” natural. Nos primeiros dias de vida, ele ajuda a eliminar restos do líquido amniótico e secreções que ficaram acumuladas durante a gestação e o nascimento.
Nos adultos, a função é a mesma: limpar as vias respiratórias quando algo causa irritação. A diferença é que os bebês estão em um processo de descoberta do ambiente, por isso acabam espirrando com mais frequência. Isso não significa que estejam doentes, mas sim que seu corpo está reagindo de forma saudável.
Sinais de atenção
Mesmo sendo algo normal, é importante observar a frequência e se o espirro vem acompanhado de outros sintomas. O reflexo pode ser um sinal de alerta quando surge com excesso de secreção nasal, obstrução persistente, olhos lacrimejando ou coceira intensa.
Nesses casos, pode haver relação com resfriados, alergias ou até sinusite. Se o quadro for acompanhado de febre, dificuldade para mamar ou respiração ruidosa, é essencial procurar um profissional de saúde. Esses sinais indicam que o organismo do bebê precisa de uma avaliação mais detalhada.
Cuidados diários com o nariz do bebê
Manter as vias nasais limpas é um passo simples e eficaz para reduzir desconfortos. O uso de soluções salinas próprias para bebês ajuda a eliminar secreções e facilita a respiração. Esse cuidado pode ser feito em casa, mas deve ser realizado sempre com delicadeza.
Além disso, é importante manter o ambiente limpo, arejado e, se possível, sem poeira ou cheiros fortes. Esses fatores podem irritar ainda mais o nariz sensível do recém-nascido e estimular o espirro.
Quando procurar ajuda médica
Se os espirros vierem acompanhados de tosse persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, inchaço ou sinais de alergia, os pais devem buscar atendimento imediato. Embora seja comum espirrar bastante no início da vida, alguns quadros exigem atenção para garantir o bem-estar do bebê.
Ajuste natural do organismo
Na maior parte dos casos, espirrar é apenas uma forma de o recém-nascido se adaptar ao novo mundo. O corpo dele está aprendendo a lidar com estímulos externos, e os pais podem ficar tranquilos sabendo que esse processo é esperado.
Observar, cuidar da higiene nasal e estar atento a sinais diferentes são os passos principais para garantir a saúde do pequeno.
Corrimento branco vaginal sinaliza chance de engravidar?
Sexo na gravidez: 10 posições prazerosas e confortáveis
Simpatias: 8 maneiras para tentar descobrir o sexo do bebê
Diarreia em bebês: principais causas, sinais de alerta e como cuidar
O que é embolia amniótica? Condição levou influencer do parto à UTI





