Diarreia em bebês: principais causas, sinais de alerta e como cuidar

Entenda as causas mais frequentes e como proteger a hidratação do bebê

Por Redação Pais e Filhos 5 jan 2026, 09h00
Na foto, um bebê grande deitado sobre o chão ou mesa, protegida por uma fralda de pano branca. Ele está apenas de fralda descartável e duas mãos adultas de pele clara estão fechando ou abrindo a fralda. O bebê tem pele clara e está sério.
 (Rido81/Envato)
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Observar as evacuações é essencial para entender como anda a saúde do pequeno. A cor, a consistência e a frequência são sinais valiosos sobre o funcionamento do organismo. Saber interpretar essas mudanças ajuda os pais a diferenciarem situações normais de possíveis alertas.

Como identificar alterações 

Nos primeiros meses de vida, o aspecto das fezes muda bastante, principalmente quando o bebê passa do aleitamento exclusivo para a introdução alimentar. Alterações sutis podem ser esperadas, mas é preciso estar atento quando as evacuações ficam mais frequentes, aquosas e volumosas. Isso caracteriza um quadro de desarranjo intestinal, conhecido popularmente como diarreia.

Em geral, considera-se que a criança está com diarreia quando apresenta três ou mais evacuações líquidas em um período de 24 horas. Além da frequência, a mudança na consistência também é um sinal importante de desequilíbrio.

Possíveis causas do desarranjo intestinal

O desarranjo pode surgir por diferentes motivos, que variam desde fatores simples até situações que exigem maior atenção. Entre as causas mais comuns estão:

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  • Infecções por vírus, bactérias ou parasitas;
  • Ingestão de alimentos contaminados;
  • Reação à proteína do leite de vaca;
  • Uso de medicamentos com efeito laxante ou antibióticos;
  • Intoxicações alimentares;
  • Alterações no funcionamento intestinal, como a invaginação.

Entender a origem é essencial para adotar o cuidado adequado e evitar complicações.

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Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica

Embora episódios leves possam se resolver em pouco tempo, alguns sinais indicam que a situação requer atenção imediata. É hora de procurar um profissional se o bebê:

  • Tem menos de dois meses de vida;
  • Apresenta vômitos persistentes;
  • Evacua em grande volume repetidamente;
  • Demonstra sinais de desidratação, como pouca urina, boca seca ou sonolência excessiva;
  • Está irritado, hipoativo ou rejeita líquidos;
  • Tem doenças pré-existentes, como problemas renais, hepáticos ou metabólicos.
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Esses sinais podem indicar que o organismo está perdendo mais líquidos do que consegue repor, o que exige acompanhamento.

Como cuidar do bebê durante o desarranjo

A principal medida para enfrentar a diarreia é garantir a hidratação. Para quem amamenta, o ideal é oferecer o peito com mais frequência e complementar com soluções de reidratação oral, disponíveis em farmácias.

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Nos bebês que já consomem outros alimentos, é importante oferecer água, água de coco natural e manter a dieta leve. Alimentos pesados ou muito gordurosos devem ser evitados. Se o bebê usa fórmula, ela deve ser preparada exatamente como indicado na embalagem, nunca mais diluída.

Caso o quadro se prolongue por mais de duas semanas, pode ser necessário avaliar o uso de fórmulas sem lactose ou específicas para alergia à proteína do leite de vaca.

O que não oferecer durante a diarreia

Alguns líquidos, em vez de ajudar, podem piorar a situação. Entre eles estão: refrigerantes, sucos industrializados, chás caseiros, bebidas muito adocicadas e café. Todos esses produtos podem dificultar a reidratação e irritar ainda mais o intestino.

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Quando a cor preocupa

Nem sempre fezes vermelhas significam sangue. O consumo de alimentos como beterraba ou tomate pode alterar a pigmentação. Mas se as evacuações apresentarem sangue de fato ou ficarem muito escuras, quase pretas, é fundamental buscar atendimento imediato, já que pode estar relacionado a infecções ou inflamações mais sérias.

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