Diabetes infantil: entenda os tipos, sintomas e tratamentos

Saiba como identificar e como funciona o tratamento dessa condição

Por Redação Pais e Filhos
4 fev 2025, 17h00 •
Criança com médica / médico
 (Drazen Zigic/Reprodução)
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  • A diabetes é uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo, sendo mais comumente associada ao público adulto. No entanto, ela também pode afetar crianças e adolescentes. A diabetes infantil envolve diferentes tipos, com causas e tratamentos específicos. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para garantir a saúde da criança, além de prevenir complicações no futuro.

    O que é a diabetes e como ela afeta o corpo?

    A diabetes é uma doença que ocorre quando o corpo não consegue utilizar a glicose (açúcar) de maneira adequada. Isso acontece porque o pâncreas, órgão responsável pela produção de insulina, não a produz em quantidade suficiente ou a insulina não é eficaz no corpo. A insulina é um hormônio essencial para que a glicose entre nas células e seja transformada em energia.

    Tipos de diabetes infantil

    A diabetes infantil pode ser dividida em três tipos principais: Diabetes tipo 1 (DM1), diabetes neonatal e MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young).

    1. Diabetes tipo 1 (DM1): A DM1 é uma doença autoimune em que o corpo ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Esse tipo de diabetes é mais comum em crianças e pode surgir de forma repentina, geralmente antes dos 15 anos. O tratamento é feito com a administração de insulina, já que o corpo não a produz de forma suficiente.
    2. Diabetes neonatal: A diabetes neonatal é rara, afetando um bebê a cada 400.000 a 500.000 nascidos vivos. Ela não é autoimune e ocorre por alterações genéticas que fazem com que o pâncreas não consiga produzir insulina adequadamente logo após o nascimento.
    3. MODY: A MODY é uma forma de diabetes com transmissão genética, ou seja, é hereditária. Geralmente, ela é diagnosticada na infância ou adolescência e afeta várias gerações da família. Neste tipo de diabetes, as células do pâncreas não funcionam corretamente, prejudicando a produção de insulina.

    Como a diabetes tipo 1 se desenvolve nas crianças?

    A DM1 é resultado de uma combinação entre fatores genéticos e um “gatilho” ambiental. Em muitos casos, a diabetes tipo 1 pode surgir após um evento traumático, como a perda de um ente querido ou uma infecção viral. No entanto, o desenvolvimento da doença é complexo, e os fatores exatos ainda estão sendo estudados.

    Sintomas de diabetes infantil

    Os sintomas da diabetes infantil são conhecidos pelos “Polis”:

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    • Poliúria: aumento da frequência urinária, principalmente à noite.
    • Polifagia: aumento do apetite, muitas vezes com o bebê comendo mais do que o normal.
    • Polidipsia: sede excessiva.

    Além desses, outros sinais podem incluir emagrecimento, boca seca, vista embaçada, dor de cabeça, náuseas, vômitos, cansaço excessivo e sonolência. Em casos mais graves, podem ocorrer dor abdominal, desidratação, respiração acelerada, taquicardia, confusão mental e coma.

    Importância da alimentação e rotina

    Uma alimentação balanceada e uma rotina de exercícios são fundamentais no controle da diabetes infantil. A dieta deve ser equilibrada, com carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais. No entanto, a quantidade e o tipo de carboidratos devem ser controlados, dando preferência aos carboidratos integrais e de baixo índice glicêmico, como vegetais, legumes e grãos.

    Além disso, é essencial ensinar a criança a monitorar a glicemia e a usar a insulina de maneira adequada. A criança deve entender sua doença de forma clara e lúdica para se envolver no cuidado com a própria saúde.

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    Complicações e riscos da diabetes infantil

    Se não controlada adequadamente, a diabetes infantil pode trazer complicações a curto e longo prazo. A curto prazo, os riscos incluem:

    • Cetoacidose diabética: Quando o corpo começa a usar gorduras como fonte de energia, acumulando cetonas no sangue. Esse quadro pode ser grave e necessita de tratamento hospitalar imediato.
    • Hipoglicemia: Quando o nível de glicose no sangue cai excessivamente, causando sintomas como tremores, sudorese, tontura, confusão mental e até coma.

    A longo prazo, a diabetes pode causar complicações como:

    • Retinopatia diabética: Danos à retina dos olhos.
    • Nefropatia: Perda da função renal.
    • Neuropatia: Perda de sensibilidade nos membros inferiores.
    • Doenças cardiovasculares: Maior risco de infarto e hipertensão.
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    Aspectos psicológicos da diabetes infantil

    A diabetes infantil também pode afetar o psicológico da criança. Até metade das crianças com diabetes desenvolvem problemas como ansiedade e depressão devido à necessidade de manter uma rotina rigorosa de alimentação e monitoramento glicêmico. A ajuda da família, médicos e apoio psicológico são fundamentais para garantir o bem-estar emocional da criança.

    Consultoria: Dra. Maíra Pontual Brandão, coordenadora de Endocrinologia do Grupo Santa Joana

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