Casos suspeitos de microcefalia chegam a 2.782, segundo Ministério da Saúde

Boletim epidemiológico divulgado pela pasta nesta terça-feira (22) também aponta 40 óbitos.

Os números do surto de microcefalia que assola o país em 2015 não param de crescer: até o dia 12 de dezembro, haviam sido registrados 2.165 casos suspeitos da malformação em 549 municípios de 19 Estados e do Distrito Federal; nesta terça-feira (22), um novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta 2.782 suspeitas, notificadas até o dia 19, em 618 cidades distribuídas em 20 unidades da Federação.

Entre as medidas do governo para conter a infecção de gestantes pelo vírus zika e, consequentemente, os casos de microcefalia, está a criação do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado no último dia 5. A ideia é atuar em três frentes: no combate ao Aedes aeypti, mosquito que transmite o agente infeccioso; no atendimento às grávidas e aos bebês que nascem com o problema; e no investimento em pesquisa. Em relação a esse último tópico, o ministério capacitou, recentemente, mais 11 laboratórios públicos para realizar o diagnóstico de zika – feito por PCR, um exame de sangue. Com isso, o teste que detecta o vírus passará a ser feito em 16 centros distribuídos pelo país. E o objetivo é transferir a tecnologia para mais 11 unidades nos próximos dois meses.

Combate ao mosquito nas férias

A principal medida para se manter longe do Aedes aegypti é eliminar os focos onde ele se reproduz – que são, basicamente, recipientes ou locais em que pode haver acúmulo de água. Isso é ainda mais importante nesta época do ano, já que o calor e as chuvas propiciam o desenvolvimento e a circulação do inseto. A recomendação do Ministério da Saúde é que todos façam uma vistoria em casa para eliminar possíveis criadouros, principalmente antes de viajar.

“Se hoje não temos uma vacina para zika, chikungunya ou dengue, ou alguma tecnologia inovadora pronta para ser utilizada imediatamente, a ação mais efetiva é eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti. Por isso, é importante fazer um grande apelo à sociedade: antes de sair de férias, descarte corretamente latas, garrafas, embalagens de presentes, todo e qualquer recipiente que possa acumular água parada. Casa vazia não pode servir de criadouro do mosquito”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, na coletiva de imprensa que aconteceu nesta terça, em Brasília.

O ciclo de reprodução do Aedes (do ovo à forma adulta) leva de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo que você vá ficar fora por pouco tempo, esteja atento. “É importante verificar se a caixa d’água está vedada, a calha totalmente limpa, pneus sem água e em lugares cobertos, garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo, entre outras pequenas ações que podem evitar o nascimento do mosquito”, orienta o ministério, em nota.

Vale lembrar também que os ovos desse inseto podem ficar aderidos às laterais internas e externas dos recipientes por até um ano sem água. Se durante esse período eles tiverem contato com o líquido, o ciclo evolutivo começa e, consequentemente, a transmissão. Daí porque é indicado lavar esses locais com água e sabão, utilizando uma bucha. 

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