Asma em bebês e os sinais que pedem atenção
Entenda as causas dessa condição, os sintomas que mais preocupam e o que fazer durante as crises

Imagine a cena: seu bebê está brincando tranquilamente, mas de repente você percebe que algo está diferente. Um chiado no peito, uma respiração mais rápida do que o normal ou aquela tosse persistente que não passa. Se você já viveu situações como essa, sabe o quanto é angustiante. A asma infantil é comum, e saber identificar os sinais pode fazer toda a diferença para o bem-estar e a saúde do seu pequeno.
Muitas vezes, os bebês não conseguem comunicar que algo está errado, tornando essencial a atenção redobrada dos pais e cuidadores. E, ao contrário do que muita gente pensa, dificuldades respiratórias nem sempre são apenas resfriados ou bronquiolite: elas podem significar a manifestação da asma.
O que é a asma infantil?
Essa condição é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação das vias aéreas — canais que levam e retiram o ar dos pulmões. Essa inflamação provoca o estreitamento dos brônquios e bronquíolos, dificultando a passagem do ar.
Em bebês e crianças pequenas, a condição pode ser ainda mais desafiadora, pois os sistemas respiratório e imunológico ainda estão em desenvolvimento. Além disso, como os bebês não sabem se expressar e verbalizar o desconforto, a identificação dos sinais fica totalmente a cargo dos adultos.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) cerca de 20% da população infantil brasileira tem a doença, o que daria, aproximadamente, mais de 30 milhões de pessoas.
Atenção aos sintomas
Os sintomas da asma podem variar. Confira os principais:
Sintomas comuns:
- Tosse persistente, especialmente à noite ou durante risadas e brincadeiras;
- Dificuldade para respirar ou respiração acelerada;
- Chiado ou sibilos no peito ao inspirar e expirar;
- Fadiga excessiva durante atividades simples;
- Alterações no sono devido à dificuldade respiratória.
Sintomas em crise de asma:
- Dificuldade acentuada para respirar (parece que o bebê está fazendo muito esforço);
- Pele ou mucosas (lábios, gengivas) pálidas ou azuladas;
- Narinas abrindo de forma exagerada ao respirar;
- Retrações visíveis abaixo das costelas e no pescoço (tiragem);
- Chiado mais alto e tosse persistente.
Alerta! Caso você perceba esses sintomas, principalmente os mais graves, é fundamental procurar ajuda médica, em busca do tratamento mais adequado ao caso daquela criança.
Como agir em uma crise de asma
Quando ocorre uma crise de asma no bebê, o desespero pode bater. No entanto, manter a calma e seguir algumas medidas é essencial:
- Administre o medicamento: Caso o pediatra já tenha prescrito um inalador ou bombinha, utilize conforme a orientação.
- Ambiente arejado: Deixe o bebê em um local calmo, ventilado e longe de poluentes.
- Observe a respiração: Se a dificuldade persistir ou piorar, procure o pronto-socorro imediatamente.
Causas e fatores de risco da doença
Ainda não se sabe ao certo por que algumas crianças desenvolvem asma e outras não. No entanto, os especialistas apontam algumas causas que podem contribuir para o surgimento da condição. As principais são:
Hereditariedade: Se um ou ambos os pais têm asma, a chance de o bebê também ter a condição aumenta consideravelmente.
Infecções virais: Algumas infecções respiratórias, especialmente em idades muito precoces, podem desencadear crises de asma.
Alérgenos: Pólen, ácaros, poeira, pelos de animais e até alergias alimentares podem agravar ou causar a asma infantil.
Fumaça e poluição: A exposição à fumaça de cigarro e poluentes do ar é um dos maiores fatores de risco para problemas respiratórios.
Mudanças climáticas: Temperaturas muito frias ou bruscas alterações climáticas podem atuar como gatilhos.
A prevenção é a melhor aliada no controle da asma. Manter a casa limpa, evitar produtos com odor forte, não expor o bebê à fumaça de cigarro e evitar ambientes com mudanças bruscas de temperatura, são alguns dos cuidados essenciais.
Não confunda: asma é diferente de bronquite
Muitos pais confundem asma com bronquite aguda, pois os sintomas são parecidos. No entanto, são condições diferentes. Enquanto a asma é uma doença crônica que pode alternar entre períodos assintomáticos e crises, a bronquite é temporária, geralmente causada por infecções virais, e dura cerca de 1 a 3 semanas.
Lembre-se: o acompanhamento regular com o pediatra é fundamental para chegar ao diagnóstico correto e tratar adequadamente.