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O que é asfixia postural? Saiba como evitar acidentes com bebês

Sufocamento mecânico é mais comum antes do primeiro ano de idade, quando o tônus muscular ainda não está fortalecido

Por Valentina Bressan
25 set 2024, 07h00 •
bebe-deitado-puff_Freepik
 (Freepik/Reprodução)
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  • Quando se trata de acidentes com bebês, o engasgo é uma das maiores preocupações dos pais. Não é à toa: quase todos os casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças com menos de sete anos. Mas outra causa de sufocamento mecânica deve estar no radar dos cuidadores: a asfixia postural.

    Também chamada de asfixia posicional, a asfixia postural acontece quando o corpo fica em uma posição que dificulta ou impede a passagem de ar para os pulmões.

    A maior parte dos casos ocorre com bebês, mas pessoas com dificuldades motoras ou doenças neurológicas também correm risco de sofrer asfixia postural.

    Por que a asfixia postural ocorre?

    Os casos de asfixia postural são mais comuns em bebês menores de um ano. É somente por volta dos quatro meses de idade que o desenvolvimento do tônus muscular permite aos bebês manter a cabeça firme.

    Por isso, se o bebê ficar com a cabeça pendendo para a frente ou para o lado, a respiração pode ser bloqueada e, como ele ainda não tem força para trocar de posição sozinho, há risco de asfixia.

    Crianças com quadro de hipotonia – enfraquecimento do tônus muscular – têm risco maior de asfixia postural.

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    Doenças que geram alterações motoras ou restrição dos movimentos, como esclerose múltipla, epilepsia, tetraplegia e Parkinson podem fazer com que a pessoa permaneça imobilizada em uma posição que dificulta a respiração.

    Outras situações que podem causar asfixia postural estão relacionadas à impossibilidade de reagir cognitivamente e voltar o corpo a uma posição adequada – é o caso de intoxicação, sedação ou perda de consciência.

    Quais os sintomas de asfixia postural?

    Em bebês, cuidadores devem estar atentos a sintomas de asfixia postural, que incluem: mudanças de comportamento; barulhos ao respirar; dificuldade para respirar; choro fraco; e tosse baixa. Com a falta de ar, a pele e os lábios podem ficar azulados ou acinzentados.

    Outros sintomas que podem indicar asfixia em adultos são:

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    • Respiração acelerada;
    • Tosse;
    • Incapacidade de falar;
    • Dificuldade para engolir.
    • Voz rouca;
    • Urinação ou defecação involuntária.
    • Som de chiado ao respirar;
    • Desmaio.

    Caso você perceba um sinal de asfixia postural em adultos, o primeiro passo é reposicionar a pessoa de modo que ela possa voltar a respirar. Já em situações de engasgo, é a manobra de Heimlich – na posição de “abraço por trás” – que deve ser realizada. Busque auxílio médico emergencial de imediato.

    Como prevenir a asfixia postural?

    Os principais cuidados preventivos são direcionados para evitar a asfixia postural em bebês, já que a maioria dos casos ocorre nos primeiros meses de vida.

    A atenção deve ser redobrada quando o bebê é colocado em cadeirinhas para automóveis; no bebê conforto; em carrinhos inclinados; em cangurus e em slings.

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    A inclinação destes tipos de cadeiras e acessórios pode dificultar a respiração do bebê. Fique de olho na posição da cabeça do bebê e troque a postura dele se a cabeça estiver caída para o lado ou para a frente.

    Além de escolher o modelo de cadeirinha de carro adequado para o peso e altura da criança, o indicado é tirar o bebê da cadeirinha assim que chegar ao local de destino. O ideal é evitar que o bebê durma na cadeirinha de automóvel ou no bebê conforto – o lugar mais seguro para dormir é no berço.

    Para evitar risco de sufocamento, não coloque travesseiros ou outros objetos na cadeirinha do carro. Certifique-se também de que o cinto está bem ajustado: além do risco em caso de acidentes, o cinto solto pode estrangular o bebê.

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