Aborto de repetição: causas, tratamentos e como tentar novamente

Entenda esse processo e a importância de buscar ajuda psicológica para viver esse momento

Por Redação Pais e Filhos
3 mar 2025, 07h00
mulher triste
 (spukkato/Thinkstock/Getty Images)
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A perda gestacional é uma experiência desafiadora que pode ocorrer durante as primeiras 20 semanas de gravidez, e sua ocorrência em sequência, conhecida como aborto de repetição, levanta muitas dúvidas para os casais que desejam ter filhos. Embora cerca de 15% das gestações terminem em perda gestacional, a investigação das causas é essencial para planejar uma gravidez futura.

Principais causas do aborto de repetição

Identificar o motivo das perdas gestacionais é o primeiro passo para aumentar as chances de uma nova gravidez. Algumas causas comuns incluem:

  • Alterações genéticas no embrião: Representam 70% dos casos. Essas alterações podem levar a malformações que impedem o desenvolvimento adequado.
  • Idade da mãe: Após os 40 anos, o risco de aborto de repetição pode chegar a 40%, devido à redução da qualidade dos óvulos.
  • Estilo de vida: Tabagismo, consumo excessivo de álcool e cafeína, além da obesidade, podem prejudicar a capacidade reprodutiva.
  • Rejeição imunológica: Em alguns casos, o sistema imunológico da mãe pode identificar o embrião como um corpo estranho e atacá-lo.
  • Alterações uterinas: Problemas como endometriose, miomas e pólipos dificultam a fixação do embrião.
  • Trombofilia: Uma condição que afeta a coagulação sanguínea e pode interromper o desenvolvimento do feto.
  • Insuficiência da fase lútea: A deficiência na produção de progesterona impede o avanço da gravidez.
  • Insuficiência istmo-cervical: O colo do útero não suporta o peso da gestação, resultando em abortos tardios.

Tratamentos indicados

O tratamento para aborto de repetição varia de acordo com a causa identificada pelo especialista:

  • Alterações genéticas: A Fertilização in Vitro (FIV) com análise genética dos embriões pode reduzir as chances de uma nova perda para cerca de 4%. Em casos específicos, a doação de óvulos ou espermatozoides pode ser considerada.
  • Trombofilia: Medicamentos anticoagulantes, como enoxaparina, são utilizados para garantir a fluidez do sangue e a saúde do embrião.
  • Doenças autoimunes: O tratamento com corticoides ou imunoglobulinas pode regular a resposta imunológica da mãe, permitindo que a gravidez evolua.

Quanto tempo esperar para tentar novamente

O intervalo ideal para tentar uma nova gravidez depende de fatores como o tipo de aborto e os procedimentos realizados. Em geral, é possível tentar novamente no próximo ciclo menstrual, que ocorre entre 4 e 6 semanas após a perda. No entanto, se a gestação interrompida foi maior que 12 semanas ou houve intervenção cirúrgica no útero, é recomendável esperar pelo menos dois ciclos menstruais.

Impacto emocional e acompanhamento psicológico

Além das questões físicas, o impacto psicológico do aborto de repetição pode ser significativo. O apoio de especialistas, incluindo psicólogos, é fundamental para ajudar o casal a enfrentar esse momento e se preparar emocionalmente para uma nova tentativa.

Fatores de risco e probabilidade de sucesso

As chances de um novo aborto diminuem com o tratamento adequado, mas o risco pode aumentar com o número de perdas anteriores. Após uma perda, o risco de um novo aborto é de cerca de 14%. Esse número aumenta para 26% após duas perdas e 47% após três.

Com o acompanhamento médico adequado e mudanças necessárias no estilo de vida, é possível aumentar as chances de uma gravidez saudável. Buscar apoio e informações é essencial para superar os desafios do aborto de repetição e transformar o sonho de formar uma família em realidade.

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