A exposição à radiação de raio-X pode fazer mal às crianças?

Esse tipo de exame é essencial para muitos diagnósticos, mas alguns pais se questionam se ele pode trazer prejuízos. Veja o que diz um especialista!

Por Laís de Andrade Atualizado em 18 jun 2017, 16h57 - Publicado em 18 jun 2017, 10h15

“Meu filho terá que fazer exames de raio-x e tomografia. Esses procedimentos podem prejudicar a saúde dele de alguma forma?”

“A radiação utilizada nos exames de raio-X e tomografia computadorizada (TC) é um tipo ionizante. Isso significa que ela pode causar efeitos indesejáveis nos tecidos humanos. No entanto, as doses utilizadas rotineiramente nesses exames são seguras e não causam lesões nas crianças. O principal problema é quando eles são feitos repetidamente, pois daí, sim, haverá um acúmulo de dose de radiação recebida e, se for uma quantidade significativa, pode chegar ao ponto de causar uma doença como o câncer, por exemplo. Por isso, todos os profissionais devem estar cientes dos princípios de radioproteção: utilizar as menores doses possíveis, além da relação custo/benefício, isto é, sempre considerar se o exame realmente é necessário para o diagnóstico ou se é possível obtê-lo por meio de outro método que não utilize radiação ionizante – é o caso do ultrassom. Seguindo esses princípios, os riscos reduzem bastante. Também é importante salientar que, na realização desses exames, os pequenos usam protetores de chumbo para os genitais (testículos e ovários) e para a tireoide, áreas que não serão estudadas. O que os pais podem ficar atentos é que, se a dose utilizada estiver muito acima das adequadas para a idade, poderão surgir lesões na pele (como queimaduras) e, em casos mais graves, alterações de células sanguíneas, levando à anemia, por exemplo”, explica Luiz de Abreu Junior, radiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, de São Paulo.

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