PUPPP é perigosa? Veja sintomas e como aliviar a coceira na gestação

Entenda mais sobre essa condição e como tratar

Por Redação Pais e Filhos 7 nov 2025, 07h00
barriga
 (Ingram Publishing/Thinkstock/Getty Images)
Continua após publicidade
PUPPP é perigosa? Veja sintomas e como aliviar a coceira na gestação Priorizar nos meus resultados Google

Durante a gravidez, o corpo passa por diversas transformações. Uma condição dermatológica que pode surgir no terceiro trimestre e causar grande desconforto é a PUPPP, uma sigla para pápulas e placas urticariformes pruriginosas da gravidez. Apesar do nome complicado, trata-se de uma erupção cutânea comum, benigna e temporária que afeta principalmente gestantes de primeira viagem ou em gestações múltiplas.

O que é PUPPP e quando ela aparece

A PUPPP se caracteriza por manchas vermelhas e inchaços na pele, geralmente com uma coceira intensa (prurido). Essas lesões costumam aparecer primeiro na barriga, próximas às estrias, e se espalham para áreas como coxas, nádegas, seios e braços. Curiosamente, o umbigo costuma ser poupado. A condição é mais comum a partir da 35ª semana de gestação e costuma desaparecer por completo algumas semanas após o parto, sem deixar marcas permanentes na pele.

Por que acontece a coceira na gravidez?

As causas da PUPPP ainda não são totalmente conhecidas. Uma das teorias mais aceitas é que o estiramento excessivo da pele na barriga, especialmente em casos de gêmeos ou ganho de peso elevado, pode desencadear inflamações na derme. Outros fatores de risco incluem:

  • Primeira gestação
  • Gravidez múltipla
  • Pele clara
  • Ganho de peso rápido
Continua após a publicidade

Mesmo assim, a condição pode surgir em qualquer gestação, independentemente desses fatores.

Principais sintomas da PUPPP

Os sinais da PUPPP são bastante específicos e causam bastante incômodo. Os mais comuns incluem:

Continua após a publicidade
  • Coceira intensa e persistente, especialmente à noite
  • Pápulas vermelhas (bolinhas elevadas) próximas às estrias
  • Placas inchadas e avermelhadas, que podem escurecer em peles negras ou morenas
  • Expansão das lesões para outras regiões do corpo
  • Irritação na pele que afeta o sono ou o bem-estar diário

É importante lembrar que, embora seja desconfortável, a PUPPP não representa risco para a gestante nem para o bebê.

Continua após a publicidade

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é geralmente clínico, feito com base nos sintomas e no exame da pele. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames laboratoriais para descartar outras condições, como problemas hepáticos ou doenças dermatológicas. A biópsia de pele só é indicada em casos mais raros, quando há dúvida no diagnóstico.

Formas de aliviar os sintomas da PUPPP

Embora a condição desapareça por conta própria após o parto, o alívio dos sintomas é essencial para o bem-estar da gestante. Algumas estratégias eficazes incluem:

Continua após a publicidade
  • Tomar banhos frios ou mornos
  • Aplicar compressas geladas
  • Usar cremes calmantes prescritos
  • Vestir roupas leves, de algodão e arejadas
  • Evitar coçar a pele para não causar ferimentos

Em casos mais intensos, o profissional de saúde pode indicar medicação tópica ou oral, sempre com acompanhamento adequado. A automedicação deve ser evitada.

Continua após a publicidade

PUPPP tem recaída em futuras gestações?

A boa notícia é que, embora incômoda, a PUPPP não costuma se repetir em gestações futuras. Ou seja, quem passou por essa condição uma vez tem menos chances de desenvolvê-la novamente.

A PUPPP na gravidez é uma condição temporária, sem riscos para o bebê ou a mãe, mas que merece atenção devido ao desconforto causado. Identificar os sintomas cedo e buscar formas seguras de alívio são as melhores estratégias para lidar com a coceira intensa até o nascimento do bebê.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

oferta