Ivete Sangalo é criticada por exercícios físicos na gravidez

Especialista comenta os riscos e benefícios de fazer atividades na gestação.

Por Fernanda Maranha Atualizado em 3 fev 2018, 13h25 - Publicado em 26 out 2017, 17h47

Grávida de gêmeas, a mamãe Ivete Sangalo segue mostrando em suas redes sociais detalhes a sua rotina durante a segunda gestação. E nessa semana, a cantora compartilhou com seus fãs no Instagram um momento em que estava praticando atividades físicas. Ela só não esperava que seria criticada por isso. “Malhando grávida?”, questionaram alguns de seus seguidores.

Esse é um mito que muitas pessoas ainda reproduzem. Existe aquela ideia de que a gestante deve ficar os nove meses em repouso. Para comprovar o contrário, Ivete pediu para que o personal trainer que a acompanha, Joca Gonzales, explicasse que ela não estava correndo riscos. “Cada gravidez é um caso. Cada pessoa tem um acompanhamento de seu médico, de seu nutricionista. Em um trabalho para grávidas, naturalmente, a intensidade tem que cair. A gente trabalha geralmente com intervalos maiores e com exercícios sentados para diminuir a tensão na musculatura abdominal”, disse o profissional.

  • Consultamos o ginecologista Rodrigo da Rosa Filho, que também defendeu os exercícios na gravidez: “A atividade física, além de ser permitida, é recomendada durante a gestação”, ressaltou o especialista em reprodução humana da Clínica Mater Prime, em São Paulo. Ele explicou que a malhação deve ser contraindicada apenas em casos de ameaça de prematuridade do bebê, em que há sangramentos, possibilidade de aborto espontâneo, placenta baixa ou colo curto.

    A gravidez gemelar, como é o caso de Ivete, possui maior probabilidade de parto prematuro, mas, segundo Rodrigo, apenas este fator não deve ser considerado limitante para a realização de exercícios físicos: “Eles podem ser feitos com supervisão e de maneira não extenuante”. Só é importante não sobrecarregar os músculos abdominais.

    Realizadas com um acompanhamento médico, a malhação só traz benefícios para a futura mãe, entre eles o fortalecimento do períneo, que facilita o parto normal e ainda diminui os riscos de hipertensão e diabetes gestacional – que são mais comuns em casos como o de Veveta, por conta da idade, já que ela enfrenta uma gravidez aos 45 anos.

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