É possível engravidar após cirurgia de redução de estômago?

Quem responde é o cirurgião Almino Cardoso Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Confira!

Por Redação Bebê.com.br Atualizado em 7 jul 2017, 17h50 - Publicado em 1 jul 2015, 18h07

Fiz cirurgia de redução de estômago, posso engravidar normalmente?

A mulher que fez a cirurgia bariátrica e metabólica pode engravidar normalmente. “Entretanto, a gravidez deve ser evitada no período inicial pós-cirúrgico, entre 18 e 24 meses, quando o corpo está se adaptando à nova situação de perda de peso, até que ocorra a estabilização do peso. Deve ser tomada especial atenção com a prevenção da gravidez logo após a cirurgia, já que a fertilidade vai estar aumentada. Nos primeiros meses, os métodos anticonceptivos orais podem ser pouco eficazes e, como medida de segurança, devem ser substituídos por métodos de barreira ou de uso local como DIU, preservativo, implante hormonal ou anel vaginal, decisão que também deverá ser tomada junto com o ginecologista. A decisão de engravidar deve sempre ser tomada entre a paciente, o cirurgião, a equipe multidisciplinar e o obstetra que for acompanhar a gestação. É importante que a paciente tenha acompanhamento médico especializado durante toda a gravidez e período de amamentação”, explica o cirurgião Almino Cardoso Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Vale ressaltar que mulheres obesas podem enfrentar problemas para tornarem-se mães. “A obesidade eleva a incidência de infertilidade por alterações hormonais com anovulação (interrupção da ovulação) crônica e está relacionada a miomas do útero, endometriose, câncer de mama e câncer do endométrio. Ao promover o emagrecimento e consequentemente corrigir as alterações hormonais, a cirurgia bariátrica e metabólica contribui com a fertilidade. Além disso, a gravidez em obesas oferece uma série de riscos para a mãe e o bebê, como aborto, pré-eclâmpsia, macrossomia fetal (excesso de peso do recém-nascido), hipertensão, diabetes gestacional e ruptura prematura de membranas. Essas complicações aumentam a incidência de partos cesarianos entre as obesas”, conta Ramos.

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