Ministério da Saúde lança campanha de vacinação para gestantes

Com o objetivo de incentivar a imunização das grávidas, ação alerta para a proteção de mãe e filho.

Manter a vacinação em dia durante a gestação é essencial para garantir a saúde da mãe e do bebê. Entretanto, dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que, em 2017, houve queda na cobertura de diversas vacinas como a dTpa (difteria, tétano e coqueluche), cuja adesão não chegou à metade do esperado.

Com o objetivo de mudar essa situação, foi lançada na última quinta-feira, 09, uma campanha com o mote “Calendário de vacinação da gestante: um sucesso de proteção para mãe e filho”, que circulará até o dia 8 de junho visando ao aumento da cobertura vacinal entre mulheres grávidas.

“A infecção de doenças como tétano, coqueluche, hepatite B, difteria e influenza na gestação pode ocasionar problemas graves de saúde nas mães e bebês e até levar a óbito. É importante que as futuras mães procurem as unidades de saúde e se protejam”, destacou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

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É importante lembrar que, além de garantir a própria imunização, a gestante transfere os anticorpos para o bebê – inicialmente pela placenta e, depois do nascimento, através do leite materno. Isso é essencial para o recém-nascido, cujo sistema imunológico ainda está em fase de desenvolvimento.

“Aproximadamente 11% dos nascidos no Brasil são prematuros, grupo extremamente suscetível a infecções, em especial às respiratórias. Vacinar a gestante pode reduzir a prematuridade, evitando que as crianças tenham baixo peso ao nascer”, ressaltou Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Além da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, outras tiveram cobertura abaixo do esperado, como a imunização contra hepatite B e a influenza. Vale destacar que as vacinas são seguras e que não causam problemas de saúde à gestante nem ao bebê, pois são feitas com vírus inativado.

Apenas em situações específicas, vacinas de vírus atenuado podem ser prescritas, como é o caso da febre amarela, recomendada de forma individual – e com acompanhamento do responsável pelo pré-natal – a gestantes que vivem em região de circulação do vírus e onde houve casos confirmados da doença.

A campanha que tem como madrinha a atriz Juliana Didone é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI). Além da distribuição de folhetos, cartazes e materiais de apoio aos médicos na consulta, foram criados um site e uma página no Facebook para divulgar o conteúdo. A estimativa é que a campanha alcance 19 milhões de pessoas.

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