Como proteger os filhos de acidentes domésticos e evitar idas ao hospital

Veja as medidas a serem tomadas em casa para evitar quedas, queimaduras e outros incidentes com crianças pequenas.

Por Chloé Pinheiro Atualizado em 27 out 2020, 10h41 - Publicado em 31 mar 2020, 12h51

Quem está com os filhos no isolamento social por conta da Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus, Sars-Cov-2) sabe bem como as crianças podem ficar mais agitadas ao passar longos períodos em casa. E isso eleva o risco de acidentes domésticos, como tem experimentado na pele a blogueira Shirley Hilgert, do Macetes de Mãe

“Os meninos têm aquelas camas de madeira que são uma casinha, e o Caetano, de cinco anos, subiu na dele e acabou caindo de cabeça no chão quando eu não estava vendo”, relata. “A sorte é que ele enroscou numa lateral da cama e bateu o ombro antes, mas ralou o queixo e a barriga na queda”. 

“Além disso, ele já ralou o dedo duas vezes, e tomei um susto com o mais velho, o Leonardo, de sete, que quase foi mordido por um cachorro do condomínio”, conta. “Tenho que ficar com a atenção redobrada, para evitar ao máximo qualquer ida ao pronto-socorro em um momento como esse”. 

  • Como evitar acidentes domésticos durante a quarentena

    Em texto produzido pela Agência Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) informa que os locais onde os acidentes são mais frequentes são, nesta ordem: cozinha, banheiro, corredor, escada, quarto e sala. Quedas são a maioria dos casos, seguidas por queimaduras. 

    Crianças em idades pré-escolar, de 2 a 5 anos, costumam sofrer mais traumas e lesões pois, nessa idade, ainda não possuem conhecimento sobre riscos e perigos que as cercam. Veja algumas dicas para mantê-las seguras em casa e preservar sua paz de espírito: 

    • Na cozinha, mantenha o botijão de gás do lado de fora da casa e objetos cortantes como facas, garfos, pratos e copos de vidro longe do alcance das crianças. É melhor guardar esse tipo de utensílio em gavetas ou armários com travas. Cozinhe com as bocas de trás do fogão e vire cabos de panela para dentro. 
    • No banheiro, o ideal é armazenar cosméticos, medicamentos e aparelhos elétricos em armários fechados e inacessíveis aos pequenos. O piso deve ser mantido seco, e só use tapetes se forem antiderrapantes. A fiação do chuveiro precisa estar em bom estado e presa no alto. A tampa do vaso deve ser mantida fechada, de preferência travada. 
    • Em toda a casa, coloque protetores nas tomadas e fuja dos móveis com cantos pontiagudos (existem protetores específicos para esse fim à venda em lojas de utilidades). 
    • Use grades e telas nas janelas, e mantenha móveis longe do alcance delas para desestimular tentativas de escaladas. Cortinas não devem ter puxadores para evitar enforcamento. 
    • Ter um kit de primeiros socorros em casa também ajuda a lidar com lesões mais simples, como ralados e hematomas
    • A liberação do álcool líquido 70% exige cuidados especiais. A ONG Criança Segura alerta que, nos últimos dez anos, mais de 3 mil crianças entre 0 e 14 anos morreram em decorrência de queimaduras e 221 mil foram hospitalizadas pelo mesmo motivo. A maneira mais segura de higienizar as mãos dos pequenos é com água e sabão. O álcool gel é relativamente mais seguro, mas também pode causar queimaduras. 
    • Para acalmar as crianças, uma das táticas adotadas por Shirley é ceder mais tempo no tablet e na televisão. Em momentos como esse, é interessante fugir um pouco das regras, uma vez que muitos pais estão trabalhando em casa e não conseguirão ficar o tempo todo de olho nas crianças. 
    Juliana Pereira/Bebê.com.br
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