13 dicas para escolher a escolinha dos filhos

Psicopedagogas explicam o que deve ser levado em conta na hora de decidir onde os pequenos passarão boa parte de seus dias.

Se em 2018 você terá que trocar seu filho de escola ou mandá-lo pela primeira vez para uma, confira essa lista que elaboramos com a ajuda de especialistas no assunto.

1. Faça uma lista

Pergunte referências, imagine situações e faça uma lista de todos os pontos que você deve checar na primeira visita. No dia em que for conhecer a escola, leve um caderninho para anotar – nem sempre é fácil se lembrar de tudo depois. O Ministério da Educação oferece um guia no seu site com algumas perguntas para ajudar.

2. Analise com calma a estrutura física

Tome cuidado com a higiene, veja banheiros e cozinha. Especialmente se a criança for menor de 2 anos, quando seu sistema imunológico ainda está amadurecendo e ela estará mais sujeita a viroses e infecções. Caso a escolinha seja adaptada a partir de uma casa, vale checar a existência de escadas e se houve alguma adaptação nelas e em outros locais que poderiam oferecer risco de acidentes.

3. Equipe completa

Confira se há nutricionistas, pedagogos e outros profissionais envolvidos no programa da escola. Pergunte se eles recebem capacitações e, se for possível, tente descobrir se são bem remunerados. Ah, e confirme que a escolinha é registrada na Prefeitura e está com a documentação em dia. Nunca se sabe!

4. Pesquise o método pedagógico e se livre de firulas

Depois de se identificar com a estrutura física, é hora de entender um pouco mais sobre as propostas pedagógicas da escola. Como esse processo pode ser um pouco complicado, pesquise bem antes e preste atenção ao discurso “floreado” que os funcionários podem fazer durante a apresentação. A dica é fazer perguntas práticas: como o meu filho aprende? Que horas brinca? Quanto tempo ele passará brincando? E por aí vai…

5. Veja se a escola deixa claro sua rotina às crianças

Quadros com a agenda e horários nas nas salas ou espalhados pela escola ajudam no desenvolvimento e na adaptação da criança. É importante que ela saiba o que fará quando chegar, a hora de brincar e as demais atividades do dia.

6. Cheque as atividades diárias

E se elas são adequadas para a idade. Especialmente antes dos 6 anos, elas precisam privilegiar mais a exploração do ambiente ao redor do que materiais didáticos, lápis e papel. A própria alfabetização, nessa fase, não deve ser forçada ou extremamente valorizada. O ideal é que ocorra de forma natural e intuitiva.

7. Espaço para a brincadeira

O imóvel precisa de espaços ao ar livre e de ambientes que estimulem as experiências sensoriais, como caixas de areia, terra e água. Se houver contato com a natureza, melhor ainda. Poder se sujar faz parte do desenvolvimento infantil, assim como pular, correr e brincar – tudo com segurança, claro!

8. Descubra a conduta da escola em situações difíceis

O que acontece se a criança se machucar? Se alguém morder alguém? Pense em cenários do tipo e analise se as respostas dos profissionais lhe agradam. Isso vale ainda mais para quem tem um filho, por exemplo, que é atípico ou tem algum atraso no desenvolvimento. Pergunte como a escola acolhe crianças diferentes e como reagirá caso o filho enfrente alguma dificuldade ou se sinta desconfortável.

9. A escola bilíngue é boa, com ressalvas

Aprender um segundo idioma desde o começo da vida é interessante, pois assim a criança desenvolverá a nova língua tão bem quanto a nativa, mas é preciso que o estímulo continue em casa para que a tática seja eficaz. Se não, a criança poderá ter dificuldades no aprendizado. Verifique também se a escola é de fato bilíngue, com estrutura para atividades e comunicação visual nos dois idiomas e professores falando tanto o inglês, por exemplo, quanto o português.

10. Cuidado com a superlotação

Isso varia de escola para escola, mas uma boa medida é que haja pelo menos um profissional para cada grupo de quatro crianças abaixo dos 3 anos de idade. Acima disso, um profissional para cada dez aluninhos.

11. De olho no lanche

Muitas escolas de período integral oferecem lanchinho e almoço – o que é ótimo -, mas vale checar se há um cardápio balanceado desenvolvido por um nutricionista. E se ele é colocado em prática, é claro. A dieta cheia de frituras e doces, que começa tão cedo quanto a vida escolar, pode resultar em adultos obesos e mais propensos à doenças. E evitar isso é quase tão vital quanto garantir que o filho será bem educado.

12. Escola Montessori e Pedagogia Waldorf valem a pena?

Na metodologia montessoriana, a criança define o ritmo de seu aprendizado, que ocorre naturalmente a partir da vivência com objetos e brinquedos na sala de aula, onde o professor é mais um observador a conduzir o processo. Já o método Waldorf valoriza experiências sensoriais e é mais “livre”, o dia é preenchido com brincadeiras e atividades criativas: faz de conta, música, dança e pintura. As disciplinas tradicionais, como português e matemática, entram em cena só depois dos 7 anos pelo menos.

As alternativas ao ensino tradicional são promissoras, mas as especialistas lembram que é necessário que os pais concordem de verdade com o método pedagógico. Imagine seu filho no lugar, conheça os valores e considere que não há uma escola ou método melhor para todos, mas sim uma com a qual a família se identificará mais.

13. Não tome decisões precipitadas

Independente do que você ver na escola e do quanto aquilo lhe animar, deixe para tomar a decisão em casa. Revise as anotações, pese prós e contras e, aí sim, é só fazer a matrícula e escolher a nova mochila!

Fontes

– Sheila Leal, fonoaudióloga e psicopedagoga de Campinas, autora do blog “Filhos Brilhantes”.

– Luciana Brites, psicopedagoga e uma das fundadoras do Instituto Neurosaber, em Londrina.

 

 

 

 

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