Refluxo em bebês: saiba como identificar e tratar

Descubra quais os tipos de refluxo e quando se preocupar

Por Redação Pais e Filhos
23 fev 2025, 07h00
bebê mamando
 (Jonathan Borba/Pexels)
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O refluxo gastroesofágico é um problema comum entre os bebês, especialmente antes dos seis meses de idade. Ele ocorre quando o alimento do estômago volta pelo esôfago até a boca ou, em alguns casos, até o nariz. Esse fenômeno é conhecido popularmente como regurgitação e acontece devido à imaturidade de uma válvula chamada cárdia. Com o tempo, essa válvula se desenvolve e o refluxo tende a diminuir.

Embora o refluxo seja mais frequente em bebês, ele pode afetar pessoas em qualquer fase da vida. O problema, na maioria das vezes, não é grave, mas pode exigir atenção em algumas situações. Entender como reconhecer os sintomas e saber como agir pode fazer toda a diferença.

Quando o refluxo acontece? 

Nos primeiros meses de vida, o refluxo é muito comum, afetando cerca de 50% dos bebês. Ele pode ocorrer logo após a mamada ou algumas horas depois. À medida que a criança cresce e começa a ingerir mais leite, o refluxo pode piorar temporariamente, mas a tendência é que melhore a partir do quarto mês, quando a válvula cárdia amadurece.

Porém, é importante que os pais fiquem atentos e busquem a orientação de um especialista se o bebê, após os quatro meses, continuar a chorar várias vezes ao dia e demonstrar sinais de dor. Nestes casos, pode ser necessário investigar se o refluxo está associado a outras condições, como a esofagite, e iniciar o tratamento adequado.

Tipos de refluxo 

O refluxo pode se manifestar de diferentes formas:

Refluxo Fisiológico: É o tipo mais comum e não apresenta sintomas graves. A regurgitação ocorre sem causar dor ou desconforto significativo. A maioria das crianças pode ter esse refluxo sem a necessidade de tratamento, já que o problema tende a desaparecer conforme a criança cresce.

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Refluxo Oculto: Esse tipo de refluxo não resulta em regurgitação, mas os alimentos ainda retornam para o esôfago. Como não há sinais visíveis, pode ser mais difícil de detectar.

Refluxo Patológico: Este é o tipo que exige mais atenção. Ele está associado a problemas como o baixo ganho de peso, engasgos frequentes e até mesmo esofagite, uma inflamação do esôfago que causa dor. O refluxo patológico pode interferir no bem-estar da criança, sendo necessário um acompanhamento médico regular.

Sintomas de refluxo 

Os principais sintomas de refluxo são:

  • Regurgitação (quando o alimento volta para a boca ou nariz)
  • Vômito
  • Engasgos frequentes
  • Dor no peito ou no esôfago
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Nos casos mais graves, o refluxo pode evoluir para sintomas como azia, náuseas, e dor de garganta, sinais comuns da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

Refluxo Fisiológico x Refluxo Patológico

É importante distinguir entre o refluxo fisiológico e o refluxo patológico. O refluxo fisiológico é mais comum e, geralmente, não representa riscos à saúde da criança. Ele tende a desaparecer conforme o bebê cresce, especialmente após o quarto mês de vida. Nesse tipo de refluxo, não há sintomas graves, e a criança continua ganhando peso e se desenvolvendo normalmente.

Por outro lado, o refluxo patológico exige mais cuidados. Nesse caso, os pais devem observar sinais como engasgos frequentes e intensos, dor intensa após as mamadas e dificuldades no ganho de peso. Esses sintomas indicam que pode haver uma complicação, como a esofagite, e é essencial buscar a ajuda de um pediatra.

Como tratar?

Se o seu bebê apresenta refluxo fisiológico, algumas atitudes simples podem ajudar a aliviar o problema:

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  • Evite deitar o bebê imediatamente após a mamada: Espere de 20 a 30 minutos para deitar o bebê, o que pode reduzir a chance de regurgitação.
  • Utilize um colchão anti-refluxo: Esses colchões ajudam a manter a criança inclinada, o que pode evitar o retorno dos alimentos para o esôfago.
  • Ajuste a quantidade de leite: Se o bebê estiver ingerindo muito leite em uma única mamada, isso pode piorar o refluxo. Tente alimentá-lo com porções menores mais vezes ao dia.

Nos casos de refluxo patológico, o tratamento pode envolver medicamentos e, em alguns casos, a necessidade de uma dieta especial. O acompanhamento médico é fundamental para garantir que o tratamento seja adequado e eficaz.

Além disso, ao iniciar a introdução de alimentos sólidos, por volta dos seis meses, o refluxo pode melhorar, pois a válvula cárdia se fortalece com a ingestão de alimentos mais consistentes.

Quando procurar um médico?

Caso o bebê apresente sinais de refluxo após os quatro meses de idade, como choro constante, dor ou dificuldades para ganhar peso, é importante procurar um especialista. O pediatra poderá realizar exames para verificar se o refluxo está relacionado a outras condições, como esofagite ou DRGE, e orientar o tratamento necessário. Embora o refluxo fisiológico seja uma condição comum e, na maioria das vezes, inofensiva, o refluxo patológico pode interferir no bem-estar do bebê e deve ser tratado adequadamente.

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