Mastite na amamentação: como identificar, evitar e tratar

Comum durante a amamentação, a inflamação aguda nas glândulas mamárias pode causar dores intensas

Por Redação Pais e Filhos
9 fev 2025, 17h00
bebe amamentando
 (Artranq/Thinkstock/Getty Images)
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A mastite é uma inflamação aguda nas glândulas mamárias, comum durante a amamentação. Ela pode surgir em qualquer momento, mas geralmente acontece entre a segunda e terceira semana de vida do bebê. Embora a mastite seja dolorosa, com o tratamento adequado, os sintomas podem melhorar rapidamente. Neste artigo, vamos entender o que é a mastite, como identificá-la, o que a causa, como preveni-la e as melhores formas de tratar.

O que causa a mastite? 

A mastite ocorre quando as glândulas mamárias ficam inflamadas, geralmente após o acúmulo de leite ou uma fissura na pele do seio. Diversos fatores podem desencadear essa inflamação. Entre os mais comuns estão:

Fissuras mamárias: rachaduras ou feridas nos mamilos podem permitir que bactérias entrem nas glândulas mamárias, causando infecção.

Obstrução de ductos: o bloqueio dos ductos por onde o leite é transportado pode levar ao acúmulo de leite e inflamação.

Ingurgitamento ou empedramento: o acúmulo de leite nas mamas, quando não é completamente drenado, pode causar inchaço e dor.

Uso de bicos de amamentação: esses acessórios podem prejudicar a pega correta e dificultar a drenagem completa da mama.

Amamentação com horários rígidos: a amamentação em horários fixos pode evitar que a mama seja esvaziada adequadamente, favorecendo o ingurgitamento.

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Pega incorreta: uma pega inadequada do bebê pode resultar em desconforto e problemas no processo de amamentação, levando à mastite.

Fadiga e estresse: esses fatores podem enfraquecer o sistema imunológico e aumentar a probabilidade de infecção nas glândulas mamárias.

Sintomas da mastite 

A mastite é caracterizada por sintomas específicos que podem ser facilmente identificados pelas lactantes:

– Dor intensa no seio

– Vermelhidão e calor na área afetada

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– Ingurgitamento (sensação de mama empedrada)

– Febre alta

– Mal-estar geral

– Calafrios

Se você sentir algum desses sintomas, especialmente se houver dor intensa e febre, é importante procurar ajuda médica. A mastite pode evoluir para uma infecção mais grave, caso não seja tratada corretamente.

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Como evitar a mastite?

A prevenção da mastite está diretamente ligada à prática de uma amamentação correta e em livre demanda, ou seja, amamentar sempre que o bebê demonstrar fome. Algumas dicas para evitar a mastite incluem:

Amamentação em livre demanda: esse método permite que o bebê esvazie completamente a mama, reduzindo o risco de ingurgitamento.

Pega correta: é essencial garantir que o bebê esteja com a pega correta, ou seja, que ele abocanhe a maior parte da aréola e não apenas o mamilo. Isso facilita a drenagem completa da mama.

Evitar o uso de bicos artificiais: esses acessórios podem dificultar a amamentação e afetar a eficácia da pega.

Evitar horários rígidos para amamentação: a flexibilidade nos horários ajuda a evitar o acúmulo de leite nas mamas.

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Hidratação e repouso: manter o corpo hidratado e descansar o suficiente ajuda a manter o sistema imunológico forte, prevenindo infecções.

Como tratar a mastite? 

Se a mastite já se instalou, o tratamento é fundamental para evitar complicações. Normalmente, o tratamento envolve:

Medicação: anti-inflamatórios e antibióticos podem ser prescritos para combater a infecção e reduzir a dor e a inflamação.

Massagem e esvaziamento da mama: massagear suavemente a área afetada e continuar a amamentação (ou ordenha) pode ajudar a desobstruir os ductos e aliviar a dor.

Descanso e hidratação: descansar e manter-se bem hidratada também são importantes para o processo de recuperação.

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Preciso parar de amamentar durante a mastite? 

Não, a amamentação não deve ser interrompida durante o tratamento da mastite. De fato, continuar a amamentar é uma das formas mais eficazes de ajudar a esvaziar a mama e aliviar o ingurgitamento. Caso a dor seja intensa e você não consiga amamentar, a recomendação é fazer a ordenha manual ou com bomba de leite no mesmo intervalo de tempo que o bebê mamaria normalmente. O leite pode ser armazenado corretamente para ser oferecido depois.

Mastite e câncer de mama: existe relação? 

Não, a mastite não tem relação com o câncer de mama. No entanto, algumas pesquisas indicam que a amamentação pode reduzir o risco de câncer de mama, já que o aleitamento materno ajuda a regular os hormônios que podem estar envolvidos no desenvolvimento do câncer.

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