Leite materno na medida certa segundo as necessidades do bebê

Durante a amamentação, o organismo da mãe é capaz de identificar problemas com a saúde da criança, adaptando a composição do leite para o que ela precisa.

O leite materno é o melhor alimento que todos os bebês deveriam receber até os seis primeiros meses de vida, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é importante para o sistema imunológico dos pequenos, ajuda a prevenir certos tipos de câncer, a afastar infecções, evita diarreias, diminui o risco de obesidade… Porém, mesmo com todas essas informações tão divulgadas pela mídia e pelos órgãos de saúde, perceber com os próprios olhos todo esse poder da amamentação chega a impressionar.

Foi o que aconteceu com Mallory Smothers, uma mãe que mora no estado de Arkansas, nos Estados Unidos, e que postou em seu perfil no Facebook uma foto com duas bolsas de leite – cada uma com o líquido de uma cor. Pode parecer estranho, mas é muito interessante quando se entende o que ocorreu. Mallory bombeou o leite na quinta-feira antes de se deitar (à esquerda, na imagem abaixo). Durante as primeiras horas da madrugada, ela percebeu que sua filha estava irritada, com dificuldades para respirar e espirrando muito. “Provavelmente uma gripe, certo?”, concluiu. Ao ordenhar o leite novamente no dia seguinte, depois de se levantar, notou que ele estava diferente (à direita, na foto), bem mais escuro.

Reprodução/Facebook Reprodução/Facebook

“Eu nunca notei a diferença até hoje, mas olhe como o leite produzido na sexta-feira se parece muito mais com o colostro (o superleite cheio de anticorpos e leucócitos que se produz durante os primeiros dias após o nascimento) e isso aconteceu depois de amamentar o bebê gripado durante toda a noite”, relatou a mãe norte-americana, que finalizou: “Bastante impressionante, hein?! O corpo humano nunca para de me surpreender”.

De fato, embora se conheça os inúmeros benefícios do leite materno, observar isso na prática é mesmo fascinante. De acordo com um estudo de 2013 publicado no periódico científico Clinical & Translational Immunology, o leite da mãe consegue se adaptar às necessidades do bebê. Isso seria possível porque, durante a amamentação, quando os níveis de ocitocina caem, os ductos mamários diminuem de tamanho e o leite retorna por esses canais, provavelmente levando também a saliva do bebê. Segundo a pesquisa da Universidade de Western, na Austrália, isso significa que os microorganismos dos pequenos podem ser transferidos de volta para o peito da mãe, estimulando uma resposta imunológica. Assim, a composição do leite materno acaba sendo modificada, apresentando um aumento nas taxas de leucócitos – o que protege a criança de infecções.

Leia a postagem de Mallory na íntegra:

 

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