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Saúde

Problemas de saúde mais comuns em bebês

Giuliano Agmont Atualizado em 23.01.2012
Problemas de saúde mais comuns em bebês
Getty Images

Elaboramos um guia para você saber lidar de maneira tranquila com os principais problemas que acometem o pequeno no seu primeiro ano de vida

Otite

A otite é um agravamento de um quadro de virose. O catarro do resfriado que se acomoda em canais auditivos pode causar a inflamação do ouvido. Isso acontece porque as secreções constituem um ambiente perfeito para bactérias oportunistas, praticamente uma incubadora. Choro intenso, inapetência, perda da fome e irritabilidade são alguns dos sinais do problema. Em geral, há febre inferior a 39 °C, mas não necessariamente.

 

O que fazer?

É uma doença que costuma surgir três ou quatro dias depois de um resfriado. O diagnóstico deve ser feito pelo médico com um otoscópio – aparelho próprio para isso. O método de apertar o ouvidinho para ver se a criança chora não é confiável. Diante da confirmação da doença, além de seguir a prescrição do pediatra, os pais podem esquentar a região com um lenço aquecido e promover a higienização nasal, a inalação e a sucção do catarro com uma bombinha manual. Manter o pequeno hidratado também é importante.

 

 

Cólica

A imaturidade do sistema digestivo do bebê é responsável pelo mais famoso drama na vida de pais de recém-nascidos: as cólicas. Trata-se de uma manifestação orgânica. O intestino reage a proteínas estranhas, presentes no leite materno. Marcadores bioquímicos identificam essas substâncias. O resultado são desconfortos e dores abdominais, seguidos de choros repentinos e agudos.

 

O que fazer?

Não há muito o que fazer, além de esperar a maturação do tubo digestivo da criança. A partir do terceiro ou quarto mês, a criança passará a reconhecer as proteínas do leite materno e deixará de ter cólicas com frequência. Até lá, os pais podem usar bolsas de água quente, massagens e flexão de pernas para amenizar o incômodo, mas essas são medidas paliativas. O banho e a posição fetal também acalmam o bebê. Há médicos que prescrevem analgésicos e outros que toleram a popular funchicória (remédio fitoterápico), embora não a indiquem. Nesse caso, o que vale é a palavra de seu pediatra de confiança.

 

 

Sono intranquilo

Até os 3 meses de vida, é recomendável que a criança durma próxima à mãe por comodidade e segurança. Após esse período, no entanto, o bebê deve ir para o quarto dele e deixar aos poucos a mamada da madrugada. E é justamente nessa fase que começam os problemas relacionados ao sono. A criança chora muito e torna a noite dos pais um tormento. Muitas mães voltam a trabalhar nesse período, o que agrava ainda mais a situação.

 

O que fazer?

O sono intranquilo não costuma ser um problema de saúde, e sim de comportamento. Afinal, a criança está acostumada a acordar à noite para mamar. Por isso, é preciso calma para tirar o peito da madrugada. Faça isso aos poucos. Começar a criar novos hábitos, com horários mais rígidos, é outra medida importante. Além disso, resista à tentação de atender ao choro do bebê de imediato. Evite também fazer barulho, acender a luz e pegá-lo no colo: isso vai despertá-lo de vez! Deixe-o resmungar um pouco. É comum o pequeno acordar, chorar e voltar a dormir. Se ele não aprender a dormir nessa idade, poderá levar o hábito para o resto da infância.

 

Fontes

Médico José Gabel, pediatra e presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo;

Médica Renata Waksman, pediatra do Departamento Materno Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein

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