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Saúde

Natação para bebês

Ana Júlia Agostinho Atualizado em 06.01.2012
Natação para bebês

Getty Images

Os cuidados necessários para que a prática não mine a saúde da criança e os benefícios que a atividade traz para o desenvolvimento dos pequenos

1. Quanto mais cedo a criança entrar na piscina, mais facilidade ela terá em nadar?

 

Sim. O desenvolvimento da criança depende da exigência de tarefas, de fatores biológicos e condições do ambiente, ou seja, quanto mais cedo seu bebê for estimulado, maior será o repertório motor e a aquisição de habilidades.

 

2. O contato precoce com a água fará com que ela não desenvolva medo de entrar na piscina ou no mar?

 

Em termos. O receio de entrar na água é adquirido depois de um trauma ou, às vezes, por causa dos pais, que repassam seus próprios medos à criança. A coragem para entrar na água depende do esforço dos pais, que precisam estar próximos e dando apoio ao pequeno sempre.

 

3. Na água a relação entre mãe/pai e filho se estreita?

 

Sim. O laço de confiança entre o bebê e a mãe ou o pai se estreita porque esse é um momento especial, direcionado somente para vocês. Além disso, o contato, o toque e o carinho estimulam o lado afetivo e emocional da criança.

 

4. Bebês que frequentam a piscina têm mais chance de desenvolver problemas no ouvido?

 

Depende. A dor de ouvido acontece quando a piscina não está bem tratada. É importante ficar atenta para ver se o cloro está com pH neutro e pouco concentrado e se a água está na temperatura ideal. Uma atitude que ajuda a evitar o problema é enxugar bem o ouvido da criança. Isso porque a umidade favorece a proliferação de bactérias, o que pode levar à otite. Outra sugestão é o bebê fazer uso de um tampão moldável, acessório que evita a entrada de água no ouvido.

 

5. Os bebês com problemas respiratórios se beneficiam das atividades dentro da água?

 

Sim. A natação fortalece desde a musculatura torácica ao diafragma, o que torna a troca de oxigênio mais fácil e natural. É comum, por exemplos, crianças com bronquite apresentarem uma melhora no problema depois do início da prática.

 

6. A água da piscina precisa estar morna?

 

Em termos. De acordo com o pediatra Newton Brussi, de São Paulo, á água deve estar por volta de 26 °C. Mais do que isso, o ambiente fica muito quente para o pequeno nadar.

 

7. Piscinas tratadas com cloro agridem a pele da criança e podem provocar alergia?

 

Depende. Normalmente, em piscinas de clubes e escolas, coloca-se muito cloro para evitar a proliferação de bactérias e fungos. Quando a concentração está alta demais, a criança pode desenvolver algumas alergias, como a vermelhidão nos olhos. Agora, se o pequeno for alérgico ao cloro — o que não é muito comum —, é indicada uma piscina que receba outros tipos de tratamento, como sal e ozônio.

 

8. Tudo bem a criança usar boia?

 

Em termos. A utilização da boia durante as aulas de natação não é indicada porque pode limitar a aprendizagem do pequeno. No entanto, nos momentos de lazer, a boia pode dar à criança a segurança de que ela precisa para se sentir a vontade na água.

 

9. A criança deve começar a nadar só depois de completar um ano?

 

Não. Quanto mais cedo começar o trabalho dos estímulos sensoriais e a ambientação dos bebês na água, maior será o repertório motor e emocional dele — o que auxilia em um crescimento saudável, tanto mental como físico. Bebês a partir de 6 meses já podem frequentar a piscina e fazer aulas de natação. Nessa fase, a criança já terá tomado parte das principais vacinas.

 

Fontes

Mariella Bosquirolli, assessora da Metodologia Gustavo Borges, Newton Brussi, pediatra, e Márcia Tabacow, obstetra.


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