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Saúde

Segurança no berço

Lila de Oliveira Atualizado em 17.06.2013
Bebê no berço

Getty Images

Encher o berço de bichinhos, checar periodicamente se está tudo bem com seu filho e deixá-lo dormir de lado, de bruços ou entre os pais são práticas bastante comuns. Saiba por que esses e outros comportamentos devem ser evitados

Os cuidados com o sono do bebê devem começar no momento em que os pais decidem adquirir o berço. Embora haja uma infinidade de modelos disponíveis no mercado, especialistas afirmam que nem todos são 100% seguros.

 

Para Renata Waksman, médica do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, é necessário observar uma série de detalhes antes de efetuar a compra. “Os pais devem passar a mão por toda a peça para se certificar de que ela não possui entalhes ou relevos com mais de 0,5 cm de profundidade, bordas cortantes ou pontas agudas”, orienta.

 

A pediatra explica que é muito importante conferir se o espaçamento entre as grades laterais do móvel varia entre 4,5 cm e 6 cm e se elas têm pelo menos 60 cm de altura – medida que deve ser ajustável, pois antes de completar 6 meses a criança já pode tentar ficar sentada, o que aumenta o risco de queda. Pelo mesmo motivo, aconselha-se que o estrado também tenha altura regulável.

 

Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura, afirma que qualquer tipo de revestimento plástico deve ser evitado nos berços, assim como degraus entre a cabeceira, as laterais e os pés do móvel. “Os degraus são arriscados porque a criança pode ficar presa pela roupa”, esclarece.

 

Vale verificar, ainda, se não há rótulos ou decalques ao alcance dos pequenos e se a tinta aplicada na superfície é atóxica. “Em casos de berços com rodinhas, os usuários precisam acionar o mecanismo de travas logo após o deslocamento”, completa Alessandra. Quanto à localização do móvel, o mais adequado é mantê-lo longe de janelas, cortinas, fios elétricos, tomadas e paredes frias.

 

Leia mais: Como escolher o berço do seu bebê

 

Caminha bem feita

Para garantir estabilidade, Valdenise Calil, neonatologista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, indica o uso de um colchão firme e compatível com as dimensões do berço – o que também evita que o bebê prenda o dedo em pequenos vãos. O modelo escolhido deve ter até 12 cm de espessura, mas não pode ser muito leve, para que a criança não consiga dobrá-lo, já que isso poderia aproximá-la do limite da grade.

 

O kit de roupa de cama não precisa ter nada além de um cobertor, um lençol para encapar o colchão e outro para servir de coberta – todos firmemente presos de modo que, mesmo se o bebê se mexer muito durante o sono, os tecidos não cheguem até o seu rosto, o que aumenta o risco de sufocamento.

 

Esvazie o berço

Enquanto a neonatologista indica a utilização de travesseiros com até 3 cm de espessura, o pesquisador Gustavo Moreira, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo, considera que o uso do acessório não é necessário. “Em geral, os bebês conseguem ficar com a postura adequada sem o travesseiro, então ele deve ser dispensado, pois traz o risco de sufocamento”, diz. Mas se seu filho costuma ter refluxo, recomenda-se levantar a cabeceira do berço com opção de regulagem do estrado, ou colocar uma pequena manta dobrada embaixo do colchão, elevando um pouco o espaço para a cabecinha.

 

O alerta do pediatra pode parecer exagero, mas dados da ONG Criança Segura comprovam que o sufocamento está entre as principais causas de morte em recém-nascidos. A coordenadora da entidade ressalta que qualquer objeto macio oferece esse perigo, incluindo brinquedos, bichos de pelúcia e almofadas. Os protetores de berço devem, portanto, ficar muito bem presos.

 

A mesma recomendação vale para os pequenos enfeites dos móbiles. Além de bem fixos aos fios, eles precisam estar a uma altura que não permita que a criança se machuque ou se pendure.

 

Continue lendo: Para o bebê dormir bem

 

Postura correta

Pelo menos no primeiro semestre de vida, o bebê deve dormir de barriga para cima, de acordo com Alessandra Françoia. “Ao deitar de lado ou de bruços, ele respira um ar ‘viciado’, isto é, o ar que ele mesmo expira, o que pode promover asfixia. Uma criança maior ou um adulto acordaria ou trocaria de posição, mas, nesta fase inicial, a parte do cérebro que controla esse reflexo muitas vezes ainda não está desenvolvida”, explica.

 

Quando a fome bate

Valdenise Calil, do Hospital das Clínicas, observa que o recém-nascido geralmente acorda com fome de uma a duas vezes por noite. O procedimento mais adequado, segundo ela, é esperar que ele arrote depois de mamar no primeiro peito e só então permitir que ele mame no outro. Em seguida, mesmo que ele já tenha adormecido, é necessário deixá-lo em pé para fazê-lo arrotar novamente antes de voltar ao berço. “Isso garante que o ar e o leite deglutidos em excesso sejam eliminados”, diz.

 

O enigma do choro “Saber reconhecer o que as lágrimas dos pequenos representam é fundamental, mas isso não costuma ser muito fácil, especialmente para pais de primeira viagem”, afirma Gustavo Moreira. Segundo o pediatra, até os 6 meses os bebês sentem bastante fome, então é importante que a mãe atenda a qualquer chamado. “Mas, com o tempo, ela aprende a identificar que esse choro pode também indicar sono, cólica ou incômodo, causado pela sujeira da fralda.”

 

Independência

Embora algumas mães só consigam ficar tranquilas nas primeiras noites se colocarem o filho para dormir na cama do casal, os especialistas não aconselham essa prática, pois existe risco de sufocamento pela coberta ou pelos próprios pais. “O ideal é que, nos primeiros quatro meses, o bebê durma no quarto dos pais desde que haja espaço para seu berço”, opina Valdenise.

 

Passado este período, em que o sono é mais irregular, a criança já pode dormir sozinha, “até porque os pais costumam desenvolver o que chamamos de audição seletiva”, explica Moreira. “Eles podem não acordar com um caminhão superbarulhento, por exemplo, mas se o bebê fizer qualquer som diferente, despertarão na mesma hora”, diz o médico, que indica o uso da babá eletrônica somente em casos de muita ansiedade. Ele também não recomenda que os pais verifiquem toda hora se a criança está bem, pois qualquer intervenção no meio da noite pode habituá-la, podendo prejudicar seu sono no futuro.

 

Leia mais: Berços ideais para um sono seguro


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