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Saúde

Brotoejas

Guilherme Conte Atualizado em 02.12.2011

Entenda de uma vez por todas por que elas se formam. E veja como manter seu filho livre desse incômodo

 

Para começo de conversa, o nome é muito feio. Brotoejas. E o efeito que elas deixam na pele dos bebês é o suficiente para preocupar qualquer mãe. Mas a verdade é que essas bolinhas rosadas que coçam são quase sempre algo bem simples de tratar. E mais: servem de alerta para repensar se os cuidados com as crianças estão adequados.

 

A palavra de ordem para evitar e combater o problema é arejar: nada de empacotar o pequeno com agasalhos e afins. Em geral, cuidados básicos dão conta dessas erupções cutâneas – salvo os casos de irritação extrema ou até infecção, quando uma pequena camada de pus se forma na bolinha. Se elas persistirem, aí, sim, é hora de procurar um dermatologista. Veja mais abaixo.

 

O que são?

A denominação científica da brotoeja é miliária. Trata-se de bolinhas que pipocam na pele, especialmente no pescoço, tronco, ombros e rosto — embora possam surgir no corpo todo. O uso excessivo de roupas é o principal gatilho do incômodo nas crianças. As brotoejas vêm à tona porque as glândulas sudoríparas, as responsáveis por produzir o suor, ficam sufocadas. A febre e o sol também têm culpa no cartório.

 

Por que aparecem com freqüência em bebês e crianças pequenas?

“Os bebês são mais rechonchudos”, diz o pediatra Francisco Frederico Neto, do Ambulatório de Pediatria Social do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E as dobras facilitam o acúmulo de suor, o que favorece a ocorrência das brotoejas. Elas atacam principalmente até o sexto mês de vida, mas não são raras em todo o primeiro ano, fase em que a pele ainda é muito sensível.

 

Como preveni-las?

Alguns cuidados básicos têm resultados bem satisfatórios. Manter o quarto do bebê sempre arejado, fugir de roupas sintéticas, evitar exposição excessiva ao sol, refrescar a criança no calor e não agasalhá-la em excesso no frio são as principais medidas. “É importante que a mãe se mantenha atenta para que a temperatura do bebê esteja afinada com a do ambiente”, aconselha Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. Fora isso, doces e alimentos gordurosos aumentam a temperatura do corpo e podem estimular a produção de suor. Mas alto lá: eles não devem mesmo fazer parte do cardápio de uma criança pequena.

 

Como é o tratamento?

As medidas que previnem o problema também são válidas para tratá-lo. As brotoejas vão regredindo naturalmente, conforme a pele volte a respirar. Um procedimento comum para aliviar a coceira é colocar um pouco de maisena na água do banho. “A maisena produz mais efeitos quando se prepara um mingau com ela antes de jogar na banheira”, ensina Francisco Frederico Neto. Para isso, misture um pouco dessa farinha num copo de água. Quando for secar o bebê, evite raspar sua pele. Procure usar toalhas macias e abuse da delicadeza.

Se o quadro piorar, não apele para remédios, sprays e talcos — em excesso, esses produtos podem obstruir ainda mais as glândulas de suor. Assim, o mais aconselhável é buscar a orientação de um especialista.


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