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29/07/2009
Sangue do meu sangue

Como não sou um pai exatamente jovem, tenho 37 anos, tive a oportunidade de conviver com muitos amigos que foram pai antes de mim. Uma das coisas que eles me relatavam é que quando o bebê ainda é muito pequeno, a relação com o pai é um tanto limitada.

Afinal, a mãe dá de mamar. Alimenta o cidadão/cidadã. Ponto final. Qualquer outra função acessória que o homem possa fazer não faz frente a este fato.

Então a coisa é se conformar na posição de coadjuvante – às vezes, figurante – e ter paciência. Mais pra frente, a partir de um seis meses, quando o bebê começa a interagir, o pai participa mais, disseram-me eles.

Com isso, preparei-me para não me assustar com esta condição. E não ficar preocupado caso não me sentisse tão envolvido com a criança, nesta fase, porque daqui a pouco tudo vai rolar naturalmente.

Acontece que não me sinto tão alheio à bebê assim, como eu esperava. Desde que a Gabriela chegou, há exatas duas semanas, sinto que ganhei um afeto muito especial. Adoro segurar a bebê, pô-la para arrotar, carregá-la no colo, acalmá-la quando chora

Pego-me no meio do dia pensando nela, sentindo seu cheiro nas pontas dos meus dedos. Pegar o serzinho no colo, deixá-lo deitado no peito, é muito prazeroso e…interativo! Mesmo que ela não faça distinção entre meu torso e uma almofada – provável – acredito que a Gabriela esteja se habituando à minha presença. Coisa que ela reconhecerá com mais facilidade nas idades futuras – torço por isso!

Do ponto de vista racional, uma coisa que me mobilizou a este respeito foi uma informação simples, mas curiosa para leigos como eu. Minha mulher tem sangue tipo A. Eu, tipo B. A Gabriela tem tipo B.

Quer dizer, ela passou nove meses dentro da minha mulher, trocando tudo o que é conteúdo com ela, e ficou com o meu sangue! Sangue do meu sangue! A minha  contribuição – singela, se considerada a quantia de conteúdo, mas valente! – no milagre da geração da criança foi capaz de dar a ela sangue do meu sangue.

Pirei com isso, como vocês podem notar. Ainda mais porque a minha mulher notou que ela tem um furinho na base da orelha igual ao meu. Quer dizer, ficção científica é banal perto disso.

Conclusão: estou todo o orgulhoso de ter a minha filhinha Gabriela. Coisa mais linda do papai.

12 Comentários para “Sangue do meu sangue”

  1. Cinthia

    Olá Ricardo! Estamos muito contentes em você nos presentear com suas impressões - masculinas, acerca da gravidez e dos primeiros momentos com a Gabriela; fico aqui imaginando o que se passa na cabeça do meu marido (rs). Agora, assim como você, tenho certeza de que ele ficou todo orgulhoso quando, na última ultrasonografia do nosso filho, viu que ele tem o nariz e a boca iguaizinhos aos dele… :D É, minhas amigas já me diziam: “você carrega 9 meses e nasce a cara do pai!” Parabéns pela filha, pela esposa, pela bela participação de ser pai, pelo blog e continue postando novidades!

  2. Roberta

    Olá, Ricardo!
    Que legal essa coisa do tipo de sangue!
    Eu tb entrei “só com a barriga”. A minha filha é a cara do pai…
    Bjs

  3. kaci

    Oi papai!
    Quando eu estava grávida fiquei imaginando quem poderia estar comigo na hora em que realmente chegaria meu bebe,e sem duvida nenhuma pra mim foi otimo contar com meu maridão nessa hora em que é um momento muito mais decisivo que final de copa do mundo…(pena que ele não pode entrar na sala de parto regras do hopital nada humanizado)
    Que bom pra vcs tres que puderam viver esse momento magico.
    Eu acredito que seja apenas um mito de que os filhos nao se apeguem aos pais, no começo me bateu um ciumeira loca porque o Miguel só vinha pro meu colo a fim de mamar nem ninar ele eu não conseguia só queria o papai.
    Continue aproveitando as delicias de uma paternidade ativa
    vcs só tem a ganhar…
    Ps: Logo,logo vc vai poder morder sua bebe aproveite

    Parabens!

  4. Roberta Gabardo

    Olá papai!
    Aqui em casa temos uma linda menininha de 6 meses chamada Maria Fernanda. Como as nossas amigas a cima eu também fui só encubadora! Sou morena e meu marido é bem branquinho. Quando eu estava grávida achava que ela seria “café com leite”… Engano meu! É polaca idêntica ao papai!
    E quanto aos momentos de interação, eu acredito muito na crença popular que diz que filha mulher é do pai! A primeira gargalhada aqui em casa foi pra ele! E… as outras também!
    Curta muito suas gatinhas, esposa e filhinha!

  5. Hams

    Olá Ricardo, achei muito legal esse seu lance com sua filhinha. Também sou marinheiro de primeira viagem´, quer dizer, vou ser. Minha mulher está gravida de pouco.Ainda nem sabemos o sexo, mas ja estou morrendo de ansiedade. Espero ter uma relação muito muito muito proxima com nosso bebê. ja fico imaginando as coisas que faremos juntos, sendo menina ou menino. Bom um grande abraço pra você e toda a família !!!



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