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Instinto de mãe

No feriado, Clara começou a ficar muito manhosa. Ela também não queria mamar direito e dormia com dificuldade. Fiquei alerta. Com o passar da segunda-feira, o quadro só foi piorando. Pensei: é um resfriado que está chegando. Á noite, veio a febre. E, de madrugada, o termômetro marcou quase 39ºC. Eram duas da manhã e eu a coloquei do meu lado na cama para esperar que a febre cedesse. Dengo de mãe. A temperatura até baixou mas ela dava gritinhos agudos, como se estivesse com dor. No meio da madrugada decidi dar uma basta naquilo e peguei minha pequena e a levei para o pronto-socorro. De novo, eu e meu marido nos deparamos com a mesma situação: dois bebês para cuidar. Mauricio ficou em casa por conta do Lucas. E eu fui levar a Clara porque, afinal, ela só parava de chorar no meu colo. Lá fomos nós duas, numa madrugada chuvosa e fria. Pronto-socorro vazio e atendimento rápido. A médica examinou a Clarinha, que, vejam só, estava um docinho (nem parecia que gritava de dor há pouco tempo). Olha daqui, olha dali, veio o diagnóstico: ouvido inflamado. Comentei com a médica que eu desconfiava que a Clara estivesse com dor. Aquele chorinho não era normal. Então ela me disse: “Você tem que acreditar no que sente. Isso é instinto de mãe”. É isso mesmo, pensei. Saí do pronto-socorro agarrada com a Clara, enrolada na manta cor de rosa. A chuva era fina e eu caminhava falando no ouvido dela ‘você é a preciosidade da mamãe’. Medicada, ela finalmente conseguiu dormir tranquila. E eu também. É isso aí: quando o coração fala, a gente tem que escutar. ‘Dorme, Clarinha, porque agora a dor passou’. Beijos, Ana.

19 Comentários para “Instinto de mãe”

  1. Roberta

    Que lindo, Ana!
    Melhoras pra Clarinha!
    Bj

  2. CRISTINA

    QUE LINDU, UMA LIÇÃO DE COMO SEGUIR O CORAÇÃO MATERNO!FOI MAIS UMA LIÇÃO PARA MINHA CAMINHADA DE MAE! OBRIGADO ANA!

  3. Juliane

    Oi Ana, desculpe a invasão, mas lendo sua postagem no twister(É impressionante… o tempo muda, esfria e o Lucas fica ruim do pulmão. Será que ele é asmático?) resolvi compartilhar meu antigo sofrimento. Hoje estou na minha segunda gravidez, dessa vez gemelar, estou com 15 semanas e tenho um filho de 3 anos, Mateus, o tempo mudava e lá ia eu para o pediatra, antibiótico, inalação, choro das duas partes - minha e dele - não passava mais de um mês sem visitar o pediatra, e era sempre a mesma coisa. Até que um dia resolvi levá-lo a um, na verdade uma, alergologista, exame de sangue, outro sofrimento, remédios e nada, esta ainda me disse q ele teria asma, pois já apresentava este quadro. Até q meu marido resolveu pegar o livro de convênio e procurar o alergologista mais antigo inscrito… achei bobagem da parte dele, mas fui, confesso que sem muita esperança, após a consulta tomou os medicamentos durante quarenta dias - esse foi o tempo de tratamento - isso faz quase um nove meses, e depois disso não sei o que é mais inalador, hospital, antibiótico… estou no céu! E o melhor, não fez nenhum exame de sangue, apenas olhando as narinas, garaganta, ouvido… santo médico. Ele tem alergia a mudança de tempo (climático). Se a dica for válida - Dr. Antonio Cid Perez Filho, ele atende em Santos - SP. Bom, só mãe entende mãe, e sei como sofremos com eles doentinhos, por conta da secreção que formava Mateus as vezes vomitava, e teve até pneumonia, pro meu desespero… Mas tudo isso é coisa do passado. Estou repassando, se a dica valer me sinto muito feliz de ter ajudado uma mãe. Beijos Juliane
    PS.: Se interessar passo endereço e telefone posteriormente.

  4. Karine

    Ana,
    Fiquei muito emocionada com sua postagem. A Alice é pouco mais nova que seus bebês, tem 5 meses e três semanas, e sempre acompanho suas lindas histórias. Sou mãe de primeira viagem e tenho uma grande dificuldade em confiar em mim mesma… você pode não acreditar mas de segunda para terça também fui parar em um pronto socorro com minha princesa, que teve o mesmo diagnóstico da Clarinha, inflamação no ouvido. A Alice é um bebê muito feliz, é muito fácil de cuidar dela, ela não incomoda nada nada, nunca incomodou, sempre dormiu bem, mama bem e é muito sociável (leia-se dada…), sorri a toa e para todo mundo, além de brincar o tempo todo. Quinta antes do feriado tivemos um diagnóstico de virose, mas estava tudo certo e ela medicada, só que eu sentia que minha filha não estava bem, mesmo ela rindo e brincando com a família durante o final de semana e feriado. As pessoas acham que eu sou superprotetora, porque eu cuido muito com a higiene das pessoas que pegam em minha filha, afinal ela tinha só dois meses no auge da gripe H1N1… então não levam muito em consideração minhas preocupações e precauções… bem, segunda a noite ela teve febre e fomos para o pronto atendimento… e o diagnóstico era que a virose tinha se tornado uma inflamação de ouvido. Eu devia ter ouvido meu coração, eu sabia que tinha algo errado com minha filha, e como com vocês, ela só se acalmava em meu colo quando eu cantava a música de ninar dela, foi muito difícil para mim, ver minha filha com dor, eu queria nunca ter que passar por isso, mas é a vida. Hoje pude parar de dar o antitérmico e a temperatuda dela se manteve abaixo dos 37,5, continuaremos só com o antibiótico… mas o melhor remédio dessa história foi para mim, agora eu entendo que Deus nos fez mães porque somos capazes de ter uma ligação única com nossos filhos, uma ligação que nos faz saber do que eles precisam no momento exato e lhes dar o remédio que mais cura, o amor. Agora eu vou atentar mais para o que diz meu coração, e acreditar que o que ele diz… é o certo a se fazer!

  5. Celiana

    Ana, eu sempre leio seu blog, mas nunca comentei.
    Acho vc uma guerreira, e vc conseguiu me emocionar muito com esse post.
    Eu tenho um príncipe lindo aqui em casa, de 1 ano e 6 meses, que se chama Frederico…Fred.
    Eu creio que nós mamães, temos esse sexto sentido aguçadíssimo com nossas crias sim. Tanto que aqui em casa, todas as vzezes que o Fred fica inquieto e sem querer comer e chorando muito, sendo que ele não é de chorar, esse sexto sentido é batata, e na maioria das vzs a gente até descobre qual o motivo.

    Te admiro muito, e continue sendo essa mãe maravilhosa que vc é com suas duas coisinhas gostosas.
    Sou sua fã garota.
    Um grande beijo para vc e pros dois pequeninos.



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topo perfil Ana Holanda é jornalista e editora da revista Bons Fluidos, da Editora Abril. Teve um casal de gêmeos em fevereiro, aos 36 anos, quando achava que esse negócio de ser mãe não era mais para ela.

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