O pediatra dos bebês sempre me falou: no inverno, os bebês sofrem demais. É comum ter problemas respiratórios, dos mais variados. Desde que o frio se firmou em São Paulo, Clara e Lucas têm percebido o quão complicado é morar numa cidade carregada de poluição e com temperatura tão variável: em uma semana pode fazer calor, chover muito e esfriar. Primeiro, eles ficaram com o nariz entupido e há cerca de um mês estão numa tosse sem fim. Só que no final da semana passada, a coisa piorou. E piorou de um jeito que encarei um pronto-socorro em pleno domingo –aliás, não façam isso porque os hospitais estão em clima de tensão por conta da gripe suÃna. O pulmão de ambos está limpo, mas a tosse dava sinais de que havia algo de errado. Hoje, na consulta com o pediatra deles, veio o diagnóstico: bronquiolite. Fiquei péssima. Os dois estão tossindo sem parar. Lucas se atrapalha tanto na hora de tossir que fica todo vermelho. O nariz fica muito entupido. E ambos estão irritados e chorosos. Tenho trabalhado com o coração apertado. Todos os dias, deixo meus pequenos com meus pais, que se dedicam integralmente aos dois –eles só voltam ao berçário quando estiverem bem. À noite, sou eu quem volta a cuidar deles. Acordo o tempo todo: quando o Lucas tosse, quando a Clara chora. E cada um tem seu jeitinho de expressar o incomodo. Lucas chora apenas quando a tosse aperta. Me olha com carinha assustada e bochechas cor de tomate. Olho pra ele e digo ‘filho, fica tranqüilo. Isso já vai passar’. Faço um carinho e ele se acalma, fecha os olhos e volta a dormir. Já a Clara faz uma manha só. Ela chora igual miado de gatinho aflito: baixinho, cheio de dengo. Vou até ela, tento deixá-la confortável no berço, coloco a chupeta mas mesmo assim ela não descansa. Segura com sua mãozinha pequenina um dos meus dedos e amolece meu coração. Nessas horas, driblo meu sono e aconchego minha menininha. Coloco no colo até ela acalmar. Dá resultado. Quem não dorme, sou eu. Agora estou aqui, toda preocupada, esperando que meus bebês se recuperem logo. Ser mãe tem dessas coisas: a gente aprende a conviver com as adversidades, com a preocupação, com a aflição e também com a dor de ver os filhos doentes –sim, porque isso também dói na gente. Tem suas compensações, né? Quando tenho um dia ruim, basta olhar praqueles rostinhos cheios de amor que tudo passa. AÃ, é eles que, sem saber, me dão colo. Um beijo, Ana.



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29 / July / 2009 às 7:04
Putz…, é de partir o coração quando eles passam mal.
Gripe e resfriado meu pequeno não teve, mas passou mal com um remédio que tomou para refluxo.
Também paramos no pronto socorro.
Entendo o seu sofrimento.
Muita saúde pros pequenos,
Ana
29 / July / 2009 às 7:35
Ai, Ana, toda sorte e calma do mundo! O coração da gente fica apertado mesmo… Dá vontade de pegar a dor deles e colocar na gente! Ainda bem que seus pais estão cuidando deles!
Um grande beijo,
Fabi
http://depoisqueeudescobri.wordpress.com
29 / July / 2009 às 8:06
Ana, meus filhos tb tiveram a tal bronquiolite com dois meses, quase pirei passava o dia com nebulizador ligado e tinha sensação que eles iriam se engasgar cada vez que vinha uma crise de tosse, entendo perfeitamente sua angustia mas fique tranquila é uma coisa comum de bebes e VAI PASSAR. MELHORAS…….
Bjs
30 / July / 2009 às 10:38
Ana, é mesmo angustiante quando adoecem, mas como mães temos que nos preparar p/ enfrentar esses momentos também. Segundo a pediatra da minha filha, se ela tivesse nascido em outra cidade do litoral ou interior, normalmente ela teria 6 viroses em 1 ano. Nascendo em São Paulo, o normal num bebê são cerca de 12 viroses, ou seja, pelo menos 1 por mês, acredita?! Isso por causa desse clima, da poluição e do ar seco que São Paulo tem. Que Deus proteja nossos filhos!
30 / July / 2009 às 10:38
Olá Ana,
Meu filho há uns três meses atrás tb teve bronquiolite e, em uma semana ele ficou bom. Tive a impressão que depois disso ele ficou com maior resistencia, pois sequer pegou resfriado ou teve tosse. Saúde para os bebês e para a mamãe! Beijos. Juliana.