Estou no meu terceiro dia de trabalho e demorou um certo tempo para que eu conseguisse identificar o que estava sentindo. Voltar à rotina de trabalho… dói. No início, eu achei que ia tirar de letra. Quando minha chefe me disse que eu precisaria de um tempo para me readaptar, achei exagerado. Mas ela estava certa, certíssima. É uma sensação estranha, de perda. E, ao chegar em casa, me sinto em débito com os bebês. Abraço, beijo, aperto, faço carinhos sem fim. E fico até triste quando eles vão dormir. Hoje, quando fui deixá-los no berçário, a Clara me olhou com jeitinho doce. Vim para o trabalho com o astral lá embaixo. Daí, do nada, encontrei, ainda no estacionamento, uma pessoa que trabalha aqui comigo. Ela me olhou –eu devia estar com uma cara péssima—e disse: “Ana, isso passa. Já, já você se acostuma e, lá na frente, você vai perceber que tomou a decisão certa”. Ela também é mãe. E mãe reconhece o olhar de aflição da separação recente. Enfim, não sei quando este sentimento vai passar, mas tem sido bom ouvir de outras mães que a vida, afinal, segue. O que eu posso dizer, agora, para quem está passando por isso ou vai ter que encarar a situação logo, logo é que não é fácil. E, quando a gente admite que algo está doendo, este é o início do processo de ‘cura’. Sinto uma falta danada dos meus bebês. Por enquanto, me ocupo com o trabalho e, de vez em quando, dou uma espiada nas fotos. Com o tempo, acredito, esta dor vira saudades. E esta saudade, eu sei, tem hora para acabar. O final da tarde, afinal, já está aí. Beijos, Ana.



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23 / June / 2009 às 4:28
oi Ana,
nossa lendo seu post fiquei ainda mais triste…volto de licença no mês de agosto, só de pensar me desespero, não acho justo com meu filho, pois minha mãe largou tudo pra ficar comigo e assim não perdeu nada do meu crescimento. Por isso tenho pensado muito. Sei que nos dias de hoje não é facil retornar a carreira depois de um tempo, mais mesmo assim ainda análiso a possibilidade de ficar em casa com o meu pequeno…
Boa sorte pra vc!!!
fica aki meu desabafo pessoal;
bjoooo
23 / June / 2009 às 4:43
Oi Ana,
Meu bebê já tem 15 meses, e eu ainda sinto muita dor, por ter de deixa-lo. Lendo seu post meus olhos encheram de lagrimas, parece que todo sentimento de tristeza retornou, suas palavras descreveram tudo que eu também senti.
Desejo muita força pra você e para os bebês.
Beijos,
23 / June / 2009 às 4:54
Oi Ana!
A sua colega de trabalho está certa. Logo, logo passa. Você sempre vai sentir saudades e vez ou outra, um pouco de culpa, por não estar presente durante todos os momentos, cuidando de cada detalhe da vida dos seus pequenos. Mas o tempo ensina a termos paciência e aceitarmos essas adversidades da vida moderna. Para consolar-se, converse com uma amiga que já passou por isso e que já tenha filhos grandes, tenho certeza que ela irá te dizer, que a melhor escolha foi não ter abdicado dela mesma. Os filhos crescem e se forem amados, que é o mais importante, serão cidadãos de bem, profissionais competentes, pais de família carinhosos enfim, terão um baita orgulho do seu esforço para fazer isso possível. Um grande beijo!
23 / June / 2009 às 4:56
Olá Ana!!!
Retornarei em Agosto de minha licença e acredite se quiser já ando chorando por antecipação. Fico imaginando meu bebê tendo que se adaptar em outro colo, eu particularmete já sei a cada gesto o que ele realmente quer, se esta com sono, se quer brincar, suas manhas entre tantas outras coisinhas do cotidiano dele.E de repente de um dia para o outro eu não estou mais ao seu lado tanto tempo….sinto vontade de largar meu emprego pelo menos dois anos pra acompanhar seu desenvolvimento, pois esse período da vida dele é único e eu não estarei presente a maior parte do tempo.Sinceramente ando muito pensativa e ao mesmo tempo triste. Sempre que puder, escreva sobre suas expêriencias que anda passando nesta fase tão difícil para nós mães.
Pensamento positivo e muita força.
Bjs.
23 / June / 2009 às 5:16
Olá mamães,
Retornei ao trabalho a uma semana e a dor da despedida é muito grande todas manhãs quando deixo meu filhote com minha mãe em casa, mas sei que com o passar dos dias o conforto chegará, enquanto isso espero passar…
Ana, bom retorno!
Às mães que ainda não retornaram, não pensem nesta fase neste momento… curtam o máximo seus bebês.
Saudações à todas!