Volto a trabalhar em um mês. Por conta disso, estou pensativa: onde e com quem ficarão os bebês? Tenho pensado nos prós e contras de cada uma das escolhas. Babá? Hum, não sei. Afinal, são dois bebês. E eu, mais do que ninguém, sei que é preciso muita dedicação para dar conta de dois. Contratar duas babás? Esta escolha não cabe no meu bolso. A outra opção seria deixar com minha mãe. Ela me ajudou nos dois primeiros meses de vida dos bebês e até hoje me acode quando preciso dar minhas saídas por aí. Mas, afinal, não acho justo que ela fique responsável pelos netos, cinco dias da semana, ininterruptamente. Avó tem que ser avó. Mas se a sua única alternativa for essa, ok. Tenho certeza que a vovó cuidará com um amor intenso. Estou pendente a deixá-los no berçário. E ontem fui visitar dois deles. Um perto do meu trabalho e outro próximo da minha casa - isso evitaria que os bebês tenham que enfrentar comigo o congestionamento diário. Tirando a localização, a infra-estrutura de ambos é relativamente similar. Há uma berçarista para cada três bebês, em média. Há berços para a hora da soneca, espaço seguro e cercado para brincar, parquinho ao ar livre para o banho de sol, tevê, aparelho de som para que eles ouçam musiquinhas infantis, espaço para comer e também para tomar banho. O tratamento é individual e os cuidados com a alimentação também. E, percebi, que as moças que cuidam dos pequenos são bem cuidadosas e carinhosas. E os bebês ficam “muito bem, obrigada” longe da mamãe –dão risadinhas o tempo todo. Quando cheguei em casa e comecei a ponderar sobre as alternativas disponíveis, me deu um aperto danado no coração. Ao voltar a trabalhar, acho que a adaptação mais difícil não é para o bebê, mas para nós, mães. Fico me questionando: será que vão cuidar bem dos meus bebezinhos, será que eles ficarão bem e será que sentirão minha falta? Inquietações a parte, Clara e Lucas terão que se acostumar com a mãe que tem – e acho que represento muitas de vocês aqui. Não tenho como abrir mão do meu trabalho –não apenas por questões profissionais, mas financeiras também. Enfim, provavelmente, os bebês vão mesmo para o berçário. E tenho certeza que quem vai ficar mais tristinha com esta separação serei eu. Desde ontem, abraço os dois sem parar, dou beijinhos e pergunto se eles sentirão minha falta. Fico ali olhando a cria enquanto dormem e me perguntando se estou tomando as decisões certas. Decisões que têm mais a ver com a vida deles do que com a minha. Putz, é isso aí. De repente me bateu um medo danado. Por que? Porque, hoje, como mãe, eu só quero ‘o melhor’ pra essas duas pessoinhas lindas que habitam minha vida. É… ser mãe muda tudo, né? Mas é, com certeza, a melhor e mais especial mudança que já me aconteceu. Beijos, Ana.
PS1. Puxa, só de pensar em deixá-los no berçário, só de pensar em ficar longe dos dois, meus olhos encheram de lágrimas e veio aquela sensação de nó na garganta. Haja coração, né?
PS2. Muitas de vocês, que estão me seguindo no Twitter, estão me perguntando se continuarei a escrever aqui no blog. Sim!!!! O blog continua. O Twitter é só algo a mais, onde falo sobre o dia a dia com os bebês e outras coisinhas. Meu Twitter? É www.twitter.com/gemeospontocom



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14 / May / 2009 às 11:24
oi Ana, já passei por isso duas vezes e a minha opção as duas vezes foi deixar com a babá na casa da minha mãe, e sempre deu certo. Afinal, olhar duas crianças não é fácil sozinha, porém estando com a mãe e uma segunda pessoa você terá a certeza que terá alguém de total confiança ao lado das crianças. O berçário não é uma opção ruim, porém quando uma criança adoece, todas adoecem, então você terá que largar todos os seus afazeres para cuidar de dois bebês doentes. Com a babá sozinha em casa com as crianças, é ainda mais complicado, pois ouvimos histórias horripilantes todos os dias (a não ser que ela seja uma pessoa conhecida e de sua total confiança). Essa é minha dica! Sucesso com sua decisão.
14 / May / 2009 às 11:26
Amiga, tb fico aflita pois tb volto a trabalhar no próximo mês. Minha opção foi a babá, acho q é melhor evitar a exposição aos vírus q são comuns no ambiente coletivo e a pediatra deles concorda com isso. Pense a respeito. Bjs
14 / May / 2009 às 11:30
oi Ana
estou no mesmo dilema, mas já decici, vou deixar na escolinha, é um lugar onde amigos ja´ deixaram seus filhos e recomendaram a mim, enfim, como voce comentou, o mais dificil é para nós mães, eles estarão bem cuidados e o mais legal, socializando…. mas que doi, doi, lendo seu comentário, os meus olhos marejaram….entao, boa sorte pra nós!!!
grande abraço
14 / May / 2009 às 12:20
Oi Ana,
Passei por isso há alguns meses e optei pelo berçário. Confesso que chorei muito no primeiro dia, ninguém podia me perguntar como estava minha filha, eu caia no berreiro … e ela feliz da vida no berçário …. nunca tive coragem de deixar com babá, nem grana … afinal a babá dá muito mais despesas … minha mãe e minha sogra são idosas e não tem mais pique. Enfim eu não tinha escolha … mas mesmo que tivesse, sempre achei berçário a melhor solução. Afinal são várias pessoas pra cuidar dos bebês, fora as berçaristas, tem as outras professoras, a diretora, as outras crianças …
A Laura tem 1 ano e 2 meses e é completamenta adaptada ao berçário, adora ir pra escola e tenho certeza que é muito bem tratada … ela nunca chorou pra entrar … e ficou doente pouquíssimas vezes.
Fora que semana passada tive a minha primeira festinha do dias das mães é muito emocionante ver sua pequena rebenta fazendo uma coreografia e “cantando” em sua homenagem … nem com babá, nem com vovó teria isso …
Boa sorte na sua escolha … tenha certeza que estará fazendo o melhor … qualquer que seja sua opção ….
Beijinhos
14 / May / 2009 às 12:27
Olá! Achei o comentário da Alcione bem ponderada - avó + babá parece uma boa combinação de não sobrecarregar a avó e segurança de ter alguém que ‘vigia’ a babá.
Eu tenho um filho de 2,5 anos e outro de 2 meses. Tenho a grande sorte de trabalhar em casa, mas não tenho nem mãe nem sogra morando na mesma cidade p/ poder deixá-los quando tenho uma reunião externa. Eu coloquei o mais velho na escola com 1,5 ano, primeiro porque já planejava ter o segundo e porque o desenvolvimento social é mais rápido na escola do que em casa só comigo e com o pai à noite, além das atividades serem melhor direcionadas. Realmente, perde pontos na parte da saúde, e precisa de um plano B para quando não dá para mandar p/ escola e você não pode faltar no serviço - aí uma avó de plantão ajuda de monte. Bom, eu ouvi pediatras dizendo para adiar a ida à escola e educadores dizendo para mandar o mais cedo possível - é sempre um dilema! Espero que você consiga achar a saída mais confortável para a sua super família! Abraços